- Filippo Cecilio
- Direto de São Paulo
A candidata Marina Silva (PV) se reuniu na manhã deste domingo (29) num luxuoso café da zona sul de São Paulo com colaboradores de seu programa de governo. O encontro tinha como objetivo fazer um balanço da campanha até o momento. E as conclusões obtidas na conversa não foram nada favoráveis às chances de Marina na eleição.
Na opinião predominante entres os presentes, a vitória da petista Dilma Rousseff é irreversível. Segundo o relato de um participante do encontro, chegou a se falar numa remota possibilidade de segundo turno, com Marina ocupando o posto que hoje é de José Serra (PSDB), que está em segundo lugar nas pesquisas. Mas ninguém defendeu isso de maneira convincente.
Numa estratégia de longo prazo, já começam a ser discutidas formas para que Marina se torne uma nova líder da oposição no País, unindo a sociedade civil organizada e dissidentes de outros partidos que queiram se juntar a ela contra a hegemonia petista que se configura depois das eleições de 2010.
Como Marina terá seu mandato de senadora encerrado em dezembro deste ano, procura-se um lugar para que ela possa ter visibilidade nacional e esteja sempre inserida no debate público, fazendo com que sua imagem ganhe força até o próximo período eleitoral. Um das possibilidades seria que ela assumisse um cargo de destaque em algum das ONGs que a apoiam.
Dentre os convivas do café da manhã, estiveram: Ricardo Guimarães (publicitário), Eduardo Giannetti (economista), Beto Ricardo (diretor do Instituo Socioambiental), Álvaro de Souza (do comitê financeiro da campanha), Anamaria Schindler (do núcleo de educação do programa de Marina), Samir Cury (economista), Airton Soares (da coordenação política da campanha) Neca Setúbal (também do núcleo de educação) e João Paulo Capobianco (Coordenador geral da campanha). Além deles, estavam Marina, seu vice Guilherme Leal e o candidato do PV ao Senado por São Paulo, Ricardo Young.
- Redação Terra







