- Davi Lemos
- Direto de Salvador
O assalto sofrido pela sede estadual do PMDB, no final da noite desta quinta-feira (26), já tem suspeitos. A primeira desconfiança dos dirigentes do partido é que a motivação para o delito foi política. Dois homens armados levaram computadores, notebooks, aparelhos celulares e uma TV LCD de 42 polegadas, que se encontravam nas salas da presidência e das assessorias política e financeira. O ato está sendo investigado pela 9ª Delegacia da Polícia Civil, de Salvador, e pela Polícia Federal, por se tratar de partido político, um ente federal.
Segundo o advogado do partido, Manoel Nunes, que acompanhou a ação dos peritos da Polícia Federal durante manhã e tarde desta sexta-feira (27), "já se vislumbra hipótese de crime político". O advogado, entretanto, não quis apontar quem seriam os prováveis mandantes ou beneficiários da ação. "Isso é com a polícia", comentou.
Ele estranha as circunstâncias do roubo porque outros objetos de maior valor não foram levados, como computadores e impressoras que estavam na assessoria de imprensa, que são mais modernos que os levados pelos ladrões. "Levaram os computadores que tinham informações sobre a campanha majoritária, estratégias, inclusive", pontuou Nunes. Os peemedebistas apontam ainda que um veículo Pálio, cuja chave estava disponível na portaria, não foi levado.
Segundo a assessoria de imprensa do partido, o delegado da Polícia Federal, Val Goulart, afirmou que ainda não havia elementos que indicassem para crime político. O laudo pericial deve ser encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral na próxima semana. A Polícia Federal informou, pela sua assessoria de imprensa, que não haveria possibilidade de concluir o laudo nesta sexta-feira.
Rigor
O candidato do PMDB ao governo do estado, Geddel Vieira Lima, entrou em contato com o deputado federal Michel Temer, candidato a vice-presidente da chapa de Dilma Rousseff, comunicando o assalto. Temer disse que comunicaria imediatamente o fato ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, para garantir que a investigação da Polícia Federal seja feita com todo rigor.
Placas
Quem também denunciou nesta sexta-feira a ação de vândalos foi o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), candidato à reeleição, que teve, em três dias, 50 placas de propaganda destruídas no centro e na periferia de Salvador. Pelo Twitter, ele pediu que seus seguidores filmassem e fotografassem as ações dos vândalos. "Essas ações não me intimidam, mas não vou aceitar o que está ocorrendo. Essas pessoas precisam aprender a conviver com o contraditório", disse o deputado.
- Especial para Terra




