Os procuradores enfatizaram a importância de, quando possível, fotografar ou filmar o ato criminoso
Foto: Yala Sena/Especial para Terra
- Yala Sena
- Direto de Teresina
Os procuradores da República no Piauí lançaram, nesta sexta-feira (27), uma campanha de combate à compra de votos no Estado. Desde o início da campanha, a Polícia Federal investiga 23 denúncias de corrupção eleitoral no Piauí. A maioria delas foi acionada pelo Ministério Público Federal.
Na solenidade, o procurador Regional Eleitoral, Marco Aurélio Adão, destacou a importância do eleitor denunciar o candidato que faz aliciamento. "O voto negociado, vendido tem consequência gravíssima. O candidato dá uma pilha de tijolos agora, mas, quando eleito, não trabalha para garantir o acesso à saúde, educação, moradia e emprego", disse o procurador.
Marcos Aurélio Adão alerta que a população deve coletar elementos mínimos para o início da investigação e, se possível, fotografar ou filmar o ato criminoso. "Não adianta dizer que existe compra de votos de forma genérica", destacou.
Na reunião, participaram promotores de Justiça do interior que ajudarão na campanha. A Procuradoria distribui folder com a campanha "não venda, não troque, não negocie seu voto". Foi entregue também uma cartilha dando dicas sobre os crimes como uso da máquina, irregularidades como transporte escolar, boca de urna, doações ilegais e aliciamento.
O presidente da Associação dos promotores do Ministério Público, Flávio Teixeira de Abreu Júnior, informou que os 97 promotores eleitorais no Estado foram comunicados da campanha.
No Piauí, para o eleitor oficializar a denúncia de compra de votos e crimes eleitorais deve procurador a sede da Procuradoria Regional Eleitoral (praça Marechal Deodoro, s/n, 6º andar - Centro de Teresina). Também é possível acionar os promotores através do site www.eleitoral.mpf.gov.br. No Estado, o Disque Eleições tira dúvidas na central telefônica de número 08000869729.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) criou uma comissão de procuradores e juízes para fiscalizarem o pleito eleitoral. Um juiz foi determinado com poder de polícia para apreender material de propaganda irregular.
- Especial para Terra




