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 Plínio critica Marina e Dilma em encontro com educadores
24 de agosto de 2010 19h47 atualizado às 20h26

Fabíola Perez
Direto de São Paulo

Totalmente à vontade, junto as autoridades do Sindicato dos Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo, o candidato do Psol à presidência, Plínio de Arruda Sampaio, chamou a atenção para a fase "de sonambulismo" em que a população brasileira se encontra. "Eles não estão percebendo o que de mais grave está acontecendo no País: é o rebaixamento da educação", enfatizou o candidato.

"A população prefere contentar-se com migalhas, comprar nas Casas Bahia, se endividar", continuou a atacar indiretamente o governo federal. O candidato socialista também aproveitou para criticar suas duas adversárias, a petista Dilma Rousseff e Marina Silva (PV). "A sociedade prefere uma coisinha adocicada, como o 'tudo bem' e o 'tudo ótimo' da Marina, ou então o discurso ufanista da Dilma".

Plínio, que aproveitou a ocasião para tomar um cafézinho com os professores, prometeu ainda disse criar a lei de responsabilidade social. "Se nós conseguirmos despertar a população do Estado do sonambulismo em que se encontra, o Psol irá para o governo e a primeira medida no poder será acabar com a lei de responsabilidade fiscal e transformá-la na lei de responsabilidade social. Esta lei vai quadruplicar imediatamente o salário dos professores", lembrou o candidato. "Vamos instituir a reciclagem dos professores, como havia antigamente".

Ainda em relação às propostas do outros candidatos à presidência para a educação, Plínio questionou: "como alguém que ficou 16 anos em São Paulo e só arrebentou a educação pode fazer alguma coisa. O outro ficou 12 anos no governo federal e também só arrebentou a educação. No governo do Carvalho Pinto, aqui em São Paulo, há 40 anos, ninguém pagou melhor o professor. O Estado de São Paulo pagava melhor do que qualquer outro estado", explicou Plínio.

Já em relação à candidata Marina Silva (PV), o candidato socialista foi direto: "a Marina é uma linha auxiliar do governo, pois ela sai do governo e entra num partido que apoia o governo. A minha pergunta é: ela saiu do governo?", finalizou. O socialista pediu ajuda para a divulgação da campanha do candidato a deputado federal Ivan Valente e o candidato a deputado estadual Carlos Giannazi, ambos do Psol. "Imprimam os papeizinhos nos seus mimeógrafos, a gente não tem dinheiro pra propaganda, não temos dinheiro pra nada, porque nós não recebemos dinheiro de empresas", afirmou.

Um dos educadores da plateia pediu a Plínio que se comprometesse com uma melhor distribuição das verbas da educação. "Hoje o maior problema da educação é a repartição de verbas. Os professores ganham muito mal, e isso porque a repartição está errada, o dinheiro tem que ser empregado para o pagamento dos professores", reinvindicou o professor.

Em resposta, o candidato do Psol pediu um compromisso com a plateia. "Vamos virar todos socialistas. Vou pedir pra vocês estudarem seriamente o socialismo, porque como nós não fazemos parte da produção, não valemos nada", disse referindo-se às reivindicações dos professores por aumento do piso salarial.

Redação Terra