- Marcela Rocha
- Direto de São Paulo
Na tarde desta terça-feira (24), a Justiça Federal determinou que a Receita Federal dê acesso para o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, aos autos da investigação feita sobre a quebra de sigilo e vazamento dos dados do tucano. O prazo dado pela Justiça é de duas horas.
A delegacia da Receita Federal em Santo André confirmou em julho que a analista tributária Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva estava sendo investigada pela quebra do sigilo fiscal de Eduardo Jorge. A funcionária enfatizou que sua senha foi utilizada indevidamente por outra pessoa. As apurações e processo de sindicância estão sendo feitos pela Corregedoria do Fisco.
O secretário-geral do órgão, Otacílio Cartaxo, depôs no Congresso pouco antes da revelação do nome da servidora dizendo saber quais os funcionários do Fisco haviam acessado os dados confidenciais de EJ, como é conhecido o vice-presidente do PSDB - embora não pudesse afirmar se o fizeram por motivos justificados ou não.
O secretário disse, na época, que não poderia revelar as identidades dos funcionários por ainda estar em fase de investigação o processo que apura se partiu deles o vazamento de informações sobre a movimentação bancária de Jorge e suas declarações de renda.
De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, um grupo de investigação supostamente ligado à petista Dilma Rousseff, candidata à presidência da República, obteve nos arquivos da Receita documentos sobre uma série de três depósitos na conta de EJ, além de informações sobre seu Imposto de Renda.
Antes de obter legalmente o acesso, Eduardo Jorge já tinha ingressado na Justiça mais de uma vez pedindo informações sobre a investigação.




