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 Plínio quer transformar todos os médicos em servidores públicos
24 de agosto de 2010 12h46 atualizado às 14h34

Bruna Carolina Carvalho
Direto de São Paulo

O candidato à presidência da República pelo Psol, Plínio de Arruda Sampaio, afirmou, em entrevista ao Terra, nesta terça-feira (24), que pretende desapropriar hospitais para prover saúde pública com controle social para todos.

"É simplesmente desapropriando os hospitais e as farmácias e transformando todos os médicos em funcionários públicos. É como funciona na Inglaterra", disse o socialista, antes de participar de ato em frente ao Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini, do governo do Estado, localizado na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo.

Durante sua visita, Plínio, acompanhado pelo candidato ao governo de São Paulo, Paulo Búfalo (Psol), pelo candidato a deputado federal Ivan Valente (Psol) e por mais uns 20 militantes do partido, questionou o superintendente do hospital, doutor Otávio Becker, sobre a qualidade do atendimento ao público. O Hospital de Transplantes teve sua gestão transferida, em junho deste ano, para a Associação Paulista para o Desenvolvimento de Medicina (SPDM), uma organização social de saúde (OSS) ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

"Se houver lucro o pobre sai mal atendido", afirmou o candidato referindo-se ao processo de licitação envolvendo a escolha da SPDM. Em resposta, Becker respondeu que a organização busca levar um atendimento de qualidade ao público. "Respeito que o senhor represente um ideal, mas a SPDM também tem seus ideias e tem a proposta de levar o melhor atendimento ao SUS", afirmou.

Para Plínio, essa transferência de gestão representa uma espécie de terceirização que visa ao lucro, causando prejuízos à população. O candidato acredita que a privatização da saúde "está agravando o que já é grave" e defende a estatização do setor. "Não há porque privatizar os hospitais públicos. (A estatização) é a única forma que um homem pobre tenha o mesmo atendimento que o rico (...) a hora que o rico tiver que ir para a enfermaria com mais cinco ou seis pobres, aí ele chama o ministro da Fazenda e fala: 'coloca mais dinheiro na saúde', aí a saúde vira um colosso", disse.

Sobre o debate, realizado pela Rede Canção Nova/Aparecida na noite desta segunda-feira (23), o candidato do Psol afirmou, em entrevista ao Terra, que foi bem positivo. "Ele fez com que os candidatos mostrassem as ações que vão tomar se forem eleitos. (...) foi melhor que o da Band. Houve uma igualdade muito grande. Uma imparcialidade, de fato".

Redação Terra