- Ed Ruas
- Direto do Recife
Em entrevista à Rádio Liberdade do município de Caruaru, o governador e candidato à reeleição, Eduardo Campos (PSB), negou nesta segunda-feira (23) ser um problema aceitar apoio de integrantes de partidos da oposição.
Segundo ele, a chegada dos novos aliados é um "reconhecimento" da boa administração que tem feito no Estado. "Meu compromisso é fazer um governo que não discrimina. Quem foi perseguido, como minha família foi, com a virulência que atacaram ao meu avô (Miguel Arraes) e a mim, não tornou nossa vitória (em 2006) um ato de revide. Temos o reconhecimento em três anos e meio do governo mais bem avaliado do Brasil. Não estamos interessados em ajeitar políticos, estamos interessados em ajeitar sempre a vida do povo", disse em resposta às possíveis cooptações - troca de benefícios pelo apoio político.
Durante a entrevista, uma pergunta de um eleitor deixou Eduardo Campos irritado. O ouvinte questionava se o governador estava "brincando com a população de Caruaru e do Agreste", pois não teria cumprido a promessa de interiorizar o atendimento à saúde. Disse ainda ao candidato que "eleição é coisa séria". "Entendo que você tenha uma posição política e nem por isso estou dizendo que você está brincando. Você tem uma opção política de votar em nosso conjunto. Não fechamos nenhuma unidade de saúde, como o governo que você deve ter apoiado fez aqui em Caruaru", rebateu Campos.
Ainda sobre a questão, o governador Eduardo Campos ironizou. "Queria que você passasse em setembro na nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caruaru e nas obras do Hospital Regional para ver que vamos cuidar das coisas como devem ser cuidadas, com trabalho e seriedade", afirmou.
No último domingo, o candidato à reeleição realizou uma carreata em Caruaru, com todos os integrantes da chapa majoritária e candidatos a deputado estadual e federal com bases eleitorais no município.
- Especial para Terra




