A coligação "O Brasil Pode Mais" ingressou com seis representações no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a redução do tempo de televisão da candidata do PT ao Planalto, Dilma Rousseff, e contra sua coligação. Os tucanos arguem a suposta invasão da petista no tempo de propaganda destinado a candidatos a deputado e governador.
Os tucanos vigiam a propaganda da coligação de Dilma desde o começo do horário eleitoral, há dois dias, na tentativa de flagrar o que consideram uma infração às leis eleitorais. De outro lado, tomam cuidado para evitar a exposição excessiva de Serra nos programas dos candidatos da coligação a outros cargos, de forma a não dar aos adversários o mesmo argumento, dizem estrategistas da campanha. Nos primeiros dois dias de propaganda eleitoral, Serra sequer foi citado por muitos de seus aliados em diversos Estados.
Em uma das representações, os advogados do partido argumentam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria usado a propaganda de Aloizio Mercadante, candidato ao governo paulista, para promover Dilma. As demais peças jurídicas defendem que as invasões também aconteceram em inserções entre os dias 17 e 18 de agosto de candidatos a deputado federal em Santa Catarina. Na avaliação dos tucanos, também foi feita propaganda negativa contra José Serra.
Diferente do que ocorreu na propaganda de Mercadante, onde aparece o próprio Lula, nas dos deputados a promoção de Dilma ocorre por locutores. Na representação, é explicado que cada uma dessas inserções tinha 15 segundos, dos quais, 11 foram invadidos, e foram veiculadas 13 vezes, somando 143 segundos de propaganda irregular. A coligação "O Brasil Pode Mais" pede a redução do número de inserções equivalente ao tempo da invasão.




