O candidato para o governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, focou o primeiro programa eleitoral na TV nesta quarta-feira (18) em sua carreira na política e em programas sociais. Assim como fez o candidato presidencial José Serra no programa eleitoral de ontem, a área da saúde ganhou destaque. Nenhuma imagem do candidato tucano apareceu no programa, apenas citações na trilha sonora.
Em quase sete minutos, Serra foi citado três vezes: por um soldador entrevistado quando o programa mostrava as obras do Rodoanel, pelo narrador, quando os ambulatórios de atendimento à saúde (AME) foram citados e quase ao final do programa, na voz de Alckmin: "Nós precisamos e vamos ajudar nosso País e o presidente Serra", disse. Já no horário eleitoral de Orestes Quércia (PMDB), que concorre ao Senado pela chapa tucana, Serra marcou presença tecendo elogios ao candidato.
Alckmin, que pode vencer a eleição ainda no primeiro turno, segundo as últimas pesquisas, relembrou as principais ações de quando foi governador do Estado entre 2001 e 2006. Projetos populares como o Dose Certa - distribuição gratuita de remédios para a população de classe mais baixa - e a criação dos restaurantes Bom Prato ganharam destaque no programa, que entrevistou usuários dos programas. Na educação, o tucano prometeu a ampliação das escolas e faculdades: "Vamos pisar no acelerador para fazer mais escolas técnicas e faculdades de tecnologia de graça", afirmou.
Aloizio Mercadante (PT) contou com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de seu programa. "Depositem sua confiança em Mercadante. Assim como levei o Brasil para o melhor, ele vai fazer o mesmo em São Paulo", disse Lula. Antes, o programa do candidato petista, que aparece em segundo lugar na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes de acordo com as últimas pesquisas, repetiu o que foi ao ar no rádio durante a manhã.
Mercadante criticou o governo tucano, prometeu chegar aos 100 km de metrô, acabar com o "abuso de pedágios" e ainda com a progressão automática nas escolas públicas, se for eleito. "Vou acabar com essa coisa de progressão automática, que o aluno sai da escola sem aprender", afirmou ele, que também prometeu melhorar o ensino fundamental e profissionalizante. Candidata petista à presidência, Dilma Rousseff não apareceu no programa.
Paulo Skaf (PSB) aproveitou o curto tempo para responder perguntas sobre sua trajetória pessoal, profissional e finalizou seu programa eleitoral na TV dizendo que entrou na política incentivado pelo presidente Lula. "Sempre fui crítico em relação à política e uma vez o Lula me disse: 'Skaf, não adianta reclamar, tem que entrar na política e fazer diferente", afirmou o candidato ao governo de São Paulo.
Fábio Feldmann (PV), assim como Marina Silva, focou seu programa no meio ambiente, dizendo ser possível que São Paulo tenha "crescimento sustentável".
- Redação Terra




