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 BA: candidatos ao governo apresentarão biografias na quarta-feira
17 de agosto de 2010 21h12 atualizado em 18 de agosto de 2010 às 08h25

Davi Lemos
Direto de Salvador

Os três principais candidatos ao governo baiano - Jaques Wagner (PT), Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) - focarão no primeiro dia de exibição de suas campanhas rumo ao Palácio de Ondina as suas biografias. Ou seja, dirão ao eleitor quem são e porque querem ficar ou, no caso do petista, permanecer à frente do executivo estadual. O marqueteiro de Wagner, Sidônio Palmeira, não descarta o uso da "emoção" na campanha.

"No primeiro programa, vamos mostrar um histórico, uma retrospectiva do que foi o primeiro governo Wagner. Porque Wagner surgiu na política", explicou Palmeira. Ele ressalta que a campanha será propositiva, mostrando que os projetos de Lula, da presidenciável Dilma Rousseff e Wagner são os mesmos - isto já se evidenciou na campanha dos candidatos à Câmara Federal, quando se pediu para votar no "time de Lula".

Já o programa do ex-governador Paulo Souto deve mostrar que estes últimos quatro anos em que o democrata esteve longe do executivo baiano serviram para deixá-lo mais "humano" e mais próximo das pessoas. "Paulo Souto aproveitou este tempo para entrar mais em contato com o povo", disse o assessor de comunicação da campanha, João Paulo Costa.

Costa também ressalta que "não será uma campanha de bater. Para quem espera violência verbal, Paulo Souto não vai entrar nisso, não". Ele ressalta ainda que será "quase automático" o alinhamento entre as campanhas de Souto e do presidenciável tucano José Serra.

Só proposições
O marqueteiro da campanha de Geddel Vieira Lima, Maurício Carvalho, disse que a campanha do peemedebista será "super positiva". No primeiro momento de campanha, ele entende ser importante mostrar quem é o candidato. "Vamos mostrar o que Geddel representa, a sua biografia, para que conheçam a pessoa do candidato e suas qualidades de executivo", salientou.

Quanto às críticas ao atual governo, afirmou que todas serão justificadas e embasadas em fatos, com a utilização de manchetes de jornais e dados de institutos como o IBGE. "Só utilizaremos índices e fontes confiáveis", garantiu. Carvalho disse ainda que a associação com Dilma Rousseff será a mais natural possível e justificou: "O PMDB tem o candidato a vice".

Maurício Carvalho aproveitou ainda para alfinetar a campanha do petista no estado. Ele reclamou do fato de, na campanha de deputados federais, terem utilizado o espaço para divulgar números do atual governo, o que ele entendeu ser contra as regras. "Nossa campanha será completamente dentro da lei", prometeu.

Especial para Terra