Mercadante diz a internautas que quer ser lembrado como o governo da educação, caso seja eleito
Foto: Reinaldo Marques/Terra
- Mariana Lanza
- Vagner Magalhães
- Direto de São Paulo
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, disse no quarto bloco do debate Folha-UOL que tomou a decisão correta ao ter voltado atrás e permanecido na liderança do governo. O candidato havia dito que deixaria o posto de maneira irrevogável durante o episódio em que o senador José Sarney corria o risco de ser afastado da presidência da Casa em 2009.
"Eu tenho mais de 30 anos de militância, participo de um governo que tem 75% de aceitação popular. Enfrentamos muitas dificuldades por conta de partidos da oposição, que não deixavam aprovar nada. Não é possível governar sem alianças no Senado. O Lula conversou comigo, escreveu uma carta públia e disse que se eu saísse, o governo teria mais dificuldade, mesmo sabendo as minhas divergências. Ele pediu que eu ficasse e acredito que tomei a decisão correta. Tenho orgulho do que esse governo fez", afirmou.
O candidato do PT disse ainda, ao responder a questão de um internauta, que é preciso diminuir o lucro absurdo das concessionárias das rodovias paulistas.
Russomanno, que respondeu uma pergunta sobre a melhora do sistema de saúde, disse que é preciso priorizar consultas, exames e internações, nessa ordem. "Hoje o que acontece é o contrário. Há casos em que as pessoas podem ser tratadas em casa e isso pode ajudar a liberar leitos nos hospitais. O candidato também criticou as restrições às motos e aos caminhões em São Paulo. "É preciso pensar em um rodoanel sem pedágio. Senão os caminhões vão continuar passando pela cidade".
Alckmin disse, também respondendo a perguntas de internautas, que para resolver o problema da guerra fiscal entre os Estados - São Paulo perdeu indústrias por conta da disputa - é necessário passar por uma reforma tributária no País. "Guerra fiscal não é boa, pois não desenvolve os Estados Menores. Vamos criar o BNDES paulista e reduzir impostos", afirmou. Perguntado sobre se colocaria filhos e netos na escola pública, não respondeu e falou sobre o que considera avanços no ensino público paulista.
- Redação Terra










