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 Serra defende presença de Roberto Jefferson em sua campanha
11 de agosto de 2010 20h43 atualizado às 22h01

O candidato José Serra foi o terceiro presidenciável ser entrevistado na bancada do  Jornal Nacional. Foto: TV Globo/Renato Rocha Miranda/Divulgação

O candidato José Serra foi o terceiro presidenciável ser entrevistado na bancada do Jornal Nacional
Foto: TV Globo/Renato Rocha Miranda/Divulgação

O candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, defendeu, nesta quarta-feira (11), em entrevista ao Jornal Nacional, na Rede Globo, a presença do atual presidente do PTB, Roberto Jefferson, na coligação que o apoia. O ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro foi cassado após as denúncias do escândalo do "mensalão", inciadas em 2005.

"Os personagens principais nem foram do PTB, foram do PT, a denúncia inclusive foi feita pelo Roberto Jefferson. O Roberto Jefferson (presidente do PTB) conhece meu estilo de governar, o PTB está conosco. Eu não tenho compromisso com nenhum erro. Eu não faço loteamento de cargo", defendeu Serra.

Questionado sobre os elogios que tem feito ao presidente Lula, o tucano voltou a tentar se posicionar como o candidato do "pós-Lula". "A partir de 1º de janeiro, ele não vai mais ser presidente. Quem estiver lá não vai poder governar na garupa", criticou o tucano, que disse não ter medo de enfrentar a alta popularidade de Lula.

Serra também evitou comparar os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso, em que foi ministro do Planejamento e da Saúde. "Não estamos fazendo uma disputa sobre o passado", afirmou Serra, para quem os dois governos tiveram circunstâncias diferentes.

Vice e pedágios
Serra voltou a defender a indicação do deputado Índio da Costa, do DEM-RJ, a vice-presidente em sua chapa lembrando a atuação dele na aprovação da Lei da Ficha Limpa. Segundo o tucano, a indicação de Indio não se tornou pública com maior antecedência para evitar uma "fofocaiada".

Perguntado se pretendia levar o modelo de concessão de estradas para o restante do País, o tucano defendeu o modelo de concessão aplicado pelos governadores do PSDB em São Paulo, citando a aprovação das estradas paulista, segundo ele, por 75% dos motoristas.

Serra ainda classificou as estradas federais como "estradas da morte". "De 2003 para cá foram arrecadados R$ 65 bilhões para melhorar estradas, só R$ 25 foram gastos para esse fim¿.

Serra foi o terceiro presidenciável a ser entrevistado pelos apresentadores do JN, Willian Bonner e Fátima Bernardes. A ex-ministra Dilma Rousseff (PT) abriu a série de sabatinas, na segunda-feira (9). Ontem, foi a vez da candidata do PV, Marina Silva.

As entrevistas tiveram 12 minutos de duração, com 30 segundos de tolerância. Nesta quinta-feira (12), o candidato Plínio de Arruda Sampaio, do Psol, gravará uma entrevista de três minutos na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL). A ordem dos candidatos foi definida em sorteio.

Redação Terra