O candidato do PCO à presidência da República, Rui Pimenta, declarou na tarde desta quinta-feira (5), em sabatina da Rede Record, que não acredita no processo eleitoral brasileiro. "A eleição é controlada por grandes grupos econômicos, é um jogo de cartas marcadas e tem piorado cada vez mais", criticou o comunista. Descrente do processo eleitoral, Pimenta disse que só participa das eleições porque "não tem como controlar e modificar isso".
O candidato também garantiu que só registrou seu programa de governo genérico no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por uma opção ideológica, porque "quem tem que controlar o programa é a população". Durante o debate, ele apresentou algumas de suas propostas, como o "confisco do latifúndio, anulação das privatizações e monopólio estatal da educação".
Quando questionado sobre assuntos polêmicos, o candidato declarou que, apesar de comunistas serem considerados antiliberais, ele defende a "liberação política" das drogas no País. "Deixaria de ser uma atividade criminosa e seria controlada pela população", afirmou. Pimenta também disse ser a favor da união de pessoas do mesmo sexo e da realização do aborto. "Eu sou favorável a dar direito nas mulheres de acertarem ou errarem (...). O homem não opina", resumiu.
- Redação Terra




