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 SC: Ideli e Colombo discutem segurança e saúde em debate
05 de agosto de 2010 15h19

O debate foi marcado pela troca de farpas entre Ideli Salvatti (PT) e Raimundo Colombo (DEM). Foto: Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra

O debate foi marcado pela troca de farpas entre Ideli Salvatti (PT) e Raimundo Colombo (DEM)
Foto: Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

O debate entre quatro dos candidatos ao governo de Santa Catarina, promovido nesta quinta-feira pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) em Florianópolis, foi marcado pela troca de farpas entre os candidatos do PT, Ideli Salvatti, e do DEM, Raimundo Colombo.

Além dos dois, Ângela Amin e Rogério Novaes (PV) participaram do evento. Temas como segurança pública, defensoria dativa, saúde e meio ambiente foram os mais debatidos entre os candidatos em quase duas horas.

Colombo e Ideli, que aparecem em segundo e terceiros lugares em quase todas as pesquisas eleitorais realizadas até aqui, protagonizaram os momentos de maior tensão. Quando os candidatos debatiam o tema Direitos Humanos, a senadora criticou o adversário por declaração dada no início da semana em emissora de rádio da região oeste do estado. Ela o acusou de pregar o desrespeito aos direitos de presidiários e causou a ira do democrata.

"Me preocupo muito com a coligação do adversário, pois o candidato Colombo disse que preso deve ser tratado como preso. Isso é perigoso, pois nosso estado já foi destaque na mídia nacional pelos espancamentos e agreessões ocorridas ano passado dentro da maior penitenciária catarinense", disse a petista.

Colombo não escondeu a irritação e chegou a pedir direito de resposta, o que foi negado pela coordenação do debate. O troco veio quando o tema debatido foi a questão de saúde: a petista afirmou que durante seu governo iria trabalhar a questão da saúde para evitar que pacientes do interior necessitem se locomover à capital para tratamento médico.

"Os hospitais filantrópicos estão em situação de penúria porque o SUS e o governdo do PT repassam uma miséria¿, disparou Raimundo Colombo. "Todo mundo promete acabar com a ambulancioterapia mas isso não é real. É preciso investir em tecnologia de ponta e transformar um local em referência".

Sem entrar em disputas diretas, os candidatos Rogério Novaes e Ângela Amin focaram na "gestão" do governo do Estado. O candidato verde disse que o em seu eventual governo iria tratar o poder público como uma empresa. "O governo precisa se profissionalizar. O povo quer o serviço completo, quer acesso à saúde e educação e não quer saber quanto é gasto por isso. O foco tem que ser na gestão e não em redução de orçamento", disse.

Amin, que ocupa o primeiro lugar na pesquisa Ibope divulgada em 14 de julho, com 37% das intenções de voto, adotou uma postura de "anticonfronto" desde o início da campanha. Durante o debate, ela prometeu criar um atendimento especial aos idosos caso seja eleita governadora. "O Brasil tem o segundo pior atendimento médico para pessoas dessa faixa etária", disse. "Podemos começar, com Santa Catarina, a atender melhor os idosos, criando parcerias para trabalhos de oncologia, cardiologia e taumatologia nos hospitais públicos de cidades-pólos".

Ao final do debate realizado na sede da OAB, Ideli voltou a atacar Colombo. A petista lamentou o fim da CPMF e criticou a postura do DEM ao cobrar investimentos em saúde. "Senadores do DEM assinaram a derruba do imposto e tiraram R$ 40 bi do setor de sáude. Além disso, a CPMF era usada pela Receita Federal para analisar se existiam maracutaias em declarações de imposto de renda. Isso foi um crime com a saúde e com a moralidade pública", disse.

Especial para Terra