- Laryssa Borges
- Direto de Brasília
O vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, prestou depoimento nesta quinta-feira (5) na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e voltou a atribuir à "campanha de Dilma" o vazamento de informações fiscais sobre sua movimentação financeira e sobre dados confidenciais contendo seu Imposto de Renda.
De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, um grupo de investigação supostamente ligado à petista Dilma Rousseff, candidata à presidência da República, obteve documentos de uma série de três depósitos na conta de Jorge, além de informações sobre seu IR. O caso ainda está sendo apurado pela corregedoria-geral da Receita.
"Primeiro foi uma quebra de sigilo fiscal, mas também bancário. Tanto que o repórter me disse um depósito, que era verdadeiro. Os sigilos são independentes e não podem ter sido feito pela mesma pessoa. Foi gente do comitê da Dilma. Não é nenhuma ilação dizer que o comitê fez o dossiê ou que recebeu (as informações sob) sigilo e sabe quem fez. Admito a possibilidade de eles serem inocentes. (Se forem) que digam quem foi (que vazou os dados)", disse Eduardo Jorge ao Terra.
Em julho, durante depoimento no Senado, o secretário-geral da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmou saber quais funcionários acessaram com ou sem razão profissional para tal os dados fiscais do dirigente tucano. A analista tributária Antonia Aparecida Rodrigues Santos Neves Silva é suspeita de ter acessado imotivadamente os dados fiscais do tucano e foi afastada pela Corregedoria da Receita Federal em Brasília.
"Sendo dois sigilos indica que não é um militante (dilmista), e sim que é uma coisa organizada. Acho que (a Receita) continua enrolando (a investigação) exatamente para não deixar ter efeitos eleitorais (contra Dilma)", comentou o tucano.
Questionado sobre uma possível participação pessoal de Dilma no caso, Eduardo Jorge disse preferir não fazer acusações sem provas. "Fui muito acusado pelo PT sem base para acusar os outros. Só sei que veio de lá (da campanha)".
Na próxima quarta-feira (11) , de acordo com o dirigente do PSDB, termina o prazo dado pela Justiça para que a Receita Federal informe como está sendo feita a investigação sobre o episódio.
- Redação Terra




