- Juliana Rigotti
- Direto de São Paulo
O candidato do PCdoB ao Senado por São Paulo, Netinho de Paula, afirmou que sua carreira política não pode ser vinculada com a agressão a sua ex-mulher Sandra Figueiredo ocorrida há cinco anos. "Foi um ato errado, um ato que eu me arrependo e já vim várias vezes publicamente falar que isso não pode ser pauta para a minha vida em função de tudo o que eu já fiz", afirmou. "Nós temos uma boa relação hoje, uma relação cordial, de amizade e de carinho, já é superado. E isso não tem absolutamente nada a ver com a proposta política que eu tenho para o Senado", completou. A declaração foi feita durante entrevista ao Terra TV na manhã desta quarta-feira (28).
Netinho afirmou que caso seja eleito pretende humanizar o Senado. "Quero ter uma relação como senador com as prefeituras (...) para ver de perto qual é o problema de cada cidade. E as questões sociais, pra mim, não tem como fugir, pela minha própria essência, pela minha vida".
O vereador, eleito em 2008 com 84.406 votos, disse ainda que pretende trabalhar pela redução do consumo de drogas. "Esse nó precisa ser desatado, porque quem mais sofre com isso não são os jovens de classe média, ainda que eles também passem por problemas com drogas, mas eles resolvem com clínicas particulares. Já o pessoal de origem mais humilde está perdendo seus filhos", disse.
Netinho defendeu a mudança no governo do Estado. "O PSDB e do PMDB em São Paulo tiveram durante esses 27 anos a oportunidade de fazer tudo o que fizeram. Fizeram grandes coisas, foi um governo muito importante, mas a estagnação que São Paulo segue nos últimos anos, não acompanhando o crescimento do Brasil, é uma prova de esgotamento", disse.
Sobre ser filiado ao PCdoB, o vereador afirmou que "todo pobre já nasce comunista". "O pobre já nasce com a vontade de que as pessoas dividam as coisas com ele. E a base do comunismo é exatamente essa, a igualdade".
O candidato que também é cantor desaprovou a proibição dos chamados showmícios durante a campanha eleitoral. "Está errado quem fez isso. Eu acho que a música tem que voltar para o processo político sim. Regulamentado, com os cachês declarados, (...) mas proibir os artistas de trabalhar é um erro que vai ter que ser corrigido", disse.
Netinho finalizou a entrevista cantando o seu jingle de campanha, baseado na música Cohab City, um dos sucessos de sua carreira com o grupo Negritude Júnior. "To chegando no Senado para ajudar minha galera, trabalhar por esse Estado, pra essa gente tão sincera...", cantou.
- Redação Terra








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