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 Disparado em pesquisa, Cabral faz campanha para senadores
26 de julho de 2010 16h45 atualizado às 16h57

Cabral (ao centro) faz campanha com Picciani (à esq.) e Lindberg (à dir.). Foto: Marcos Michel/Divulgação

Cabral (ao centro) faz campanha com Picciani (à esq.) e Lindberg (à dir.)
Foto: Marcos Michel/Divulgação

João Pequeno
Direto do Rio de Janeiro

Com pesquisa Datafolha apontando sua vitória no primeiro turno, caso a eleição fosse hoje, o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), disse nesta segunda-feira que trabalha para alavancar os candidatos a senador de sua chapa, Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB). Segundo o Datafolha, os dois não seriam eleitos e perderiam para Marcelo Crivella (PRB) e Cesar Maia (DEM).

A tentativa de emplacar ao menos um dos dois tem sido uma das principais motivações para Cabral ir às ruas. Desde o início oficial da campanha, em 6 de julho, o governador não fez nenhuma atividade externa sem a companhia de pelo menos um dos dois candidatos.

Lindberg aparece em terceiro lugar, com 20% das intenções de voto, e Picciani em quarto, com 12%. Crivella tem 42% e Maia, 30%. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos.

Cabral tem 53% das intenções de voto, 35 pontos à frente do segundo colocado, Fernando Gabeira (PV), que soma 18%, segundo a pesquisa do Datafolha, registrada em 16 de julho no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral), sob o número 59653/2010 e realizada entre 20 e 23 com 1.240 eleitores e margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

"Obrigado às pessoas que correram com a gente. Obrigado, rapaziada! Agora, vamos correr atrás dos votos para o Picciani e o Lindberg", exclamou Sérgio Cabral neste domingo (25), após uma carreata de 11 km por Nilópolis e Mesquita, na Baixada Fluminense.

O apelo segue o discurso do governador em sua primeira atividade oficial de campanha, uma caminhada duas semanas antes, em 11 de julho, pela feira nordestina de Duque de Caxias, também na Baixada, invocando ainda a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, que faz chapa com o PMDB, tendo o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer como candidato a vice.

"Nós precisamos eleger os dois senadores da nossa chapa porque a Dilma também precisa. Eu não quero senador para falar mal. Quero senador para defender o povo do Estado do Rio de Janeiro. Lindberg e Picciani têm esse perfil e vão sustentar o projeto do presidente Lula, continuado pela Dilma, que apoia o Estado do Rio de Janeiro", pediu Cabral, ao final do evento em Duque de Caxias, para os dois candidatos, ambos presentes.

Desde 6 de julho, Lindberg já participou de oito eventos da campanha de Sérgio Cabral e Picciani em seis.

O petista, ex-prefeito de Nova Iguaçu, conseguiu um avanço em relação à pesquisa anterior para o Senado, baixado a diferença para Cesar Maia de 24 para 10 pontos percentuais. No levantamento do Ibope registrado em 20 de maio no TRE-RJ (nº 34389/2010) e divulgado no início de junho, o ex-prefeito do Rio aparecia com vantagem de 37% x 13%.

Lindberg confirmou que os pedidos de voto de Cabral e suas aparições ao lado do governador em campanha têm ajudado a reduzir a diferença.

Especial para Terra