Atleticano, Anastasia recebeu apoio das torcidas de Atlético, Cruzeiro e América
Foto: Emmanuel Pinheiro/Nitro/Divulgação
- Juliana Prado
- Direto de Belo Horizonte
Apesar de aparecer bem abaixo do primeiro colocado na mais recente pesquisa de intenção de votos para a disputa ao Palácio Tiradentes, o governador tucano Antonio Anastasia disse estar "tranquilo". De acordo com o levantamento do Instituto Datafolha, publicado no sábado (24), Anastasia tem 18% das intenções de voto, 26 pontos atrás de Hélio Costa (44%) na corrida ao governo. Em evento de campanha na manhã desta segunda-feira (26), em Belo Horizonte, o governador repetiu a máxima de que "pesquisa é retrato do momento".
O concorrente voltou a dizer que espera o início da propaganda eleitoral na TV para começar a "ter uma grande diferença" e ficar conhecido no eleitorado mineiro.
Ao lado do seu principal cabo eleitoral, o ex-governador Aécio Neves (PSDB), ele lembrou que o tempo de TV da coligação "Somos Minas Gerais" é um fator favorável. E ainda insistiu em citar a pesquisa espontânea, em que aparece em melhores condições que na estimulada. "Na espontânea, a diferença não existe, praticamente".
Ao lado de representantes das torcidas organizadas e da diretoria de Atlético Mineiro, Cruzeiro e América, em encontro no comitê central da coligação, o tucano usou uma metáfora de futebol para falar de sua campanha. "Acabou o treino, acabou o amistoso, agora é jogo de campeonato", brincou.
Cautela
Apesar de interlocutores serem favoráveis à subida de tom por parte do candidato para tentar barrar o favoritismo de Hélio Costa, no ninho tucano o momento é de cautela. O presidente estadual do PSDB, Nárcio Rodrigues, defende que não haja "mudança de estilo" de Anastasia, conhecido pelo discurso comedido. "Ele não vai se prestar a esse papel (de atacar o adversário). Temos que mostrar o nosso compromisso com Minas".
Já pelo lado da campanha de Hélio Costa, a metralhadora giratória tem sido reabastecida desde o início da campanha, em 6 de julho. O candidato insiste em criticar os pontos que, segundo ele, careceram de atenção em Minas na gestão Aécio-Anastasia (2003-2010), principalmente a Educação e os investimentos sociais.
- Especial para Terra




