- Juliana Prado
- Direto de Belo Horizonte
O candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa, criticou, mais uma vez, nesta quinta-feira (22), a política salarial do governo mineiro para os professores do Estado. Em evento com representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ele atacou as iniciativas do governo Antonio Anastasia (PSDB). "A proposta (salarial) ilude o profissional da educação, principalmente em início de carreira. Até então ele recebe R$ 980,00, mas a partir de 2011 passa a receber R$ 1300,00, o que parece bom salário. O que ele não sabe é que aí já estão incluídos os benefícios".
O concorrente ainda alfinetou o tucano ao dizer que movimentos grevistas que aconteceram no Estado este ano poderiam ter sido evitados. Para isso, bastaria, segundo Hélio Costa, que se abrisse uma porta para o diálogo. "Ninguém chega ao governo sem o apoio do trabalhador mineiro", afirmou, para depois defender o diálogo direto com as centrais sindicais.
O governador Anastasia, que disputa a reeleição, agiu em outras frentes. Ele ironizou a declaração de seu concorrente peemedebista, que, mais cedo, sugeriu que Aécio Neves (PSDB) e Fernando Pimentel (PT) devem ser eleitos para o Senado federal. "Faltou ele dizer que para o governo vai ganhar Antonio Anastasia", disse. A saia-justa reside no fato de que os candidatos da chapa de Hélio Costa são Pimentel e Zito Vieira (PCdoB).
O candidato tucano evitou polemizar as críticas do opositor, entre elas, o choque de gestão implantado ainda no governo Aécio, que teve como idealizador o então vice-governador Anastasia. "Eu já falei que a nossa campanha não vai discutir críticas, xingamentos. Vamos basear a nossa campanha demonstrando aquilo que fizemos em Minas ao longo dos últimos anos".
- Especial para Terra




