- Laryssa Borges
- Direto de Brasília
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira (21) que a carga tributária no Brasil está em um patamar "médio" em relação às demais nações, afirmou que não existem indicativos que mostrem que tributar grandes fortunas, como defenderam petistas em um congresso em fevereiro, produza efeitos positivos e declarou que existem setores que podem reduzir a atual jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.
"Foi provado que de certa forma (a tributação de grandes fortunas) é inócuo. Já foi tentado fazer isso em vários lugares. Não resulta em ganho para a sociedade, mas não se pode tributar mais sempre só os salariados. Não há nenhum indicador de que tributação de grandes fortunas resulte em grandes benefícios. A questão tributária no Brasil é mais complexa que isso", disse a ex-ministra que, ao participar de entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil, admitiu que, no Brasil, a estrutura de cobrança de impostos é "caótica".
"Temos uma estrutura tributária extremamente caótica. Pode reduzir a carga tributária e aumentar a base de arrecadação. Formalização de empresas", opinou, enfatizando a importância de uma reforma tributária.
"Existe uma coisa que se chama conflito distributivo. O que tem de olhar em relação à carga tributaria é se os recursos estão sendo usados de forma devida. O Brasil está nas faixas médias de carga tributária", completou a candidata, defendendo ainda a desoneração de investimento e a redução da tributação sobre a folha de salário.
Sobre a redução da jornada de trabalho, bandeira de centrais sindicais e tema que constava da primeira versão do programa de governo apresentada à Justiça eleitoral, disse que o tema pode ser discutido entre patrões e empregados em busca de uma amadurecimento futuro da sociedade. "Acho que a sociedade como um todo tem que amadurecer e caminhar para isso", observou.
A TV Brasil, que realiza nesta semana uma série de entrevistas com os candidatos à presidência da República, definiu por sorteio, a ordem de apresentação dos presidenciáveis. As entrevistas serão veiculadas na íntegra às 22h na seguinte ordem: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) nos dias 21, 22 e 23, respectivamente.
- Redação Terra



