O conselho já realizou duas reuniões e deve ter encontros semanais para debater as diretrizes do programa de governo a serem defendidas pela candidata e seu vice, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), e também temas como a articulação das siglas nos Estados e os rumos gerais da campanha.
Vice-presidente do PSB e integrante do conselho, Roberto Amaral disse acreditar que só o dia a dia dirá se o grupo terá de fato uma função. Para ele, as diferentes práticas políticas e ideologias das siglas que integram a coalizão podem dificultar o trabalho do colegiado.
Além disso, complementou, o conselho só tende a ter poder se as legendas da aliança mantiverem nele ao longo de toda a campanha quadros de expressão na cena política, como seus presidentes ou altos dirigentes. Ele acredita que somente assim o colegiado contará com um alto nível de debate.
"Vai depender dos representantes dos partidos... é uma arrumação difícil, e a função do conselho é arrumar isso", disse Amaral à Reuters.
Sob a condição do anonimato, o líder de outro partido que integra a chapa demonstrou ainda mais descrença: "Isso (o conselho político) é proforma, só proforma".
A coordenação da campanha de Dilma, no entanto, nega. "Vai dar mais integração para todas as forças políticas", argumentou o deputado José Eduardo Cardozo (SP), secretário-geral do PT e um dos coordenadores da campanha da ex-ministra da Casa Civil.
Em linha com o petista, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, mostrou confiança na iniciativa. Ele citou, por exemplo, a decisão ratificada pelo conselho de que Dilma subirá nos Estados nos palanques de todos os candidatos que a apoiam, mesmo que eles sejam de partidos da coligação nacional mas adversários no plano local.
"As decisões mais importantes vão ser feitas no conselho", destacou Rabelo.
Além do conselho político, os partidos aliados a Dilma indicarão representantes para participar na parte operacional da campanha.

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