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 Plínio: Banco Mundial quer universidades "meia-boca" no Brasil
20 de julho de 2010 21h11

O candidato do Psol à presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, disse terça-feira (20), após uma rápida passagem pela Universidade de Brasília (UnB), que os estudantes brasileiros estão sendo vítimas de uma conspiração patrocinada pelo Banco Mundial, que visa a "transformar as universidades brasileiras em universidades meia-boca, que vão formar profissionais não totalmente capacitados para exercer profissões mais sofisticadas da era da informação".

O objetivo dessa "conspiração", segundo Plínio, é baixar o preço do trabalho intelectual, "que é o novo trabalho produtivo". Ele disse que a economia mundial não vai se basear mais no operário de fábrica, e sim no universitário. Por isso, "vão expandir as universidades e baixar o nível delas nos países emergentes como a Rússia, Índia, China, África do Sul e o Brasil".

Segundo Plínio, esses países vão receber dinheiro do Banco Mundial para expandir suas universidades, mas em compensação vão ter um ensino de baixa qualidade, pois "o grande ensino continuará sendo dado em Harvard, Cornell (universidades americanas), na Sorbonne (França) e outras grandes universidades que contratarão profissionais desses países para fazer os seus trabalhos. E como tem bastante, o preço (salário) dos profissionais desses países emergentes vai ficar baixo".

Ainda de acordo com o candidato do Psol, "atrás disso vem expansão do ensino universitário e toda esta retórica, que fundamenta, inclusive, o ProUni".

Agência Brasil