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 Após preparação no Rio, Indio da Costa deve colar em Serra
14 de julho de 2010 19h52

Marcela Rocha
Direto de Rio de Janeiro

Após conversas com Sérgio Guerra, presidente do PSDB e coordenador da campanha presidencial do partido, o senador Agripino Maia (DEM-RN) afirmou que ficou acertado entre as siglas que o vice da chapa tucana à presidência, o deputado Indio da Costa, deve colar sua agenda à de José Serra. O parlamentar carioca tem como principal tarefa cuidar da campanha no Rio, priorizando a periferia e as regiões populares no Estado.

"Ele vai fazer a campanha no Rio com mais intensidade neste começo e colar no Serra. Não é fruto de pressão. É para colar a imagem dos dois. Colar a juventude dele à experiência de Serra. Nem Dilma, nem Marina têm esse referencial de juventude e política", explica Agripino, que é líder da sua bancada e concorre à reeleição.

A escolha do deputado federal para ser vice de Serra passou diretamente pelo crivo do marqueteiro do tucano, Luiz Gonzalez. Segundo fontes do DEM, foram apresentados dois nomes da sigla e o que pesou em favor de Indio foi o fato de ser novo, fotogênico, carioca e ter em sua carreira política o envolvimento no projeto de Ficha Limpa. Gonzalez foi consultado por Serra, após uma reunião realizada na madrugada do dia 30, mesmo dia em que seu nome foi homologado pela convenção do DEM.

Segundo conversaram os senadores em São Paulo nesta quarta-feira (13), Indio tem até o final do mês de julho para consolidar sua campanha do Rio de Janeiro. Depois desse período deve aproximar sua agenda à de Serra.

O PSDB integra o palanque de Fernando Gabeira no Rio de Janeiro, candidato ao governo pelo PV e, desde quando a aliança foi selada, receia ficar escondido atrás da campanha dos "verdes" por Marina Silva, candidata da sigla ao Planalto. A chapa estadual é composta por Márcio Fortes como vice e César Maia (DEM) e Marcelo Cerqueira (PPS) como candidatos ao Senado.

O Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do País, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. O comando da campanha presidencial definiu que o tucano visitará o Estado ao menos uma vez por semana, assim como pretende fazer em Minas Gerais.

Terra Magazine