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 Dilma vai ao Paraná para acalmar prefeitos do PMDB
14 de julho de 2010 10h23

Roger Pereira
Direto de Curitiba

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, desembarca na noite desta quarta-feira (14) em Curitiba para tentar acalmar os prefeitos paranaenses que formam a grande aliança do bloco lulista, com PT, PMDB e PDT, entre outros partidos. Dilma estaria no Paraná na sexta-feira, para um corpo a corpo com eleitores ao lado do candidato ao governo do Estado, Osmar Dias, mas a coordenação da campanha no Estado preferiu, antes, um evento fechado com os prefeitos para garantir a união da base e evitar deserções.

A mudança de estratégia surgiu após reunião na noite de segunda-feira, quando deputados peemedebistas alertaram a coordenação da campanha de que muitos prefeitos do partido no interior do Estado não estavam à vontade para apoiar Osmar Dias, pois têm no PDT ou no PT seus principais adversários regionais.

"Existem problemas a serem equacionados", afirmou o deputado Nereu Moura, destacando que a eleição disputada em 2006, entre Osmar e o ex-governador Roberto Requião (PMDB - hoje candidato ao Senado na chapa) reforçou essa distância. "O problema é que a coligação se deu na última hora, nos últimos dias. Alguns prefeitos não se sentem representados nesta aliança. Eles querem saber como é que fica depois da eleição. Tem muita coisa para se ajustar. E logo", acrescentou.

Para Osmar Dias, a reunião com os prefeitos com a presença de Dilma representará uma demonstração da importância que a campanha dá aos municípios e será passo fundamental para a sonhada união da base. "É uma oportunidade importante para que todos os prefeitos venham ouvir as propostas da Dilma de parceria com os municípios. Sairemos da reunião com o compromisso de dar espaço aos prefeitos, e eles, fechados nesta aliança", disse Osmar. "A diferença desta eleição com relação a 2006 é que naquela eleição eu tinha o apoio de apenas 29 prefeitos. Agora, só do PMDB, são cerca de 150", comparou.

"A agenda seria outra, seria na rua, mas decidimos que, neste momento, é mais importante garantir a união do grupo político, mostrando que a aliança, apesar de recente, está fechada. Depois terá muita rua com Dilma e Lula", justificou a candidata ao Senado pelo PT, Gleisi Hoffmann, para depois anunciar que a campanha de rua também já tem data prevista: dia 31 de julho, quando o presidente Lula estará em Curitiba.

Especial para Terra