- Raphael Cortezão
- Direto de Manaus
Passageiros que desembarcarem no Amazonas durante o período eleitoral com quantias expressivas de dinheiro em malas terão que passar por fiscalização semelhante à adotada no combate ao narcotráfico em aeroportos, portos e fronteiras brasileiras. A informação é do superintendente da Polícia Federal no Estado, delegado Sérgio Fontes, e o objetivo é coibir a compra de votos com dinheiro nas eleições deste ano.
As ações de fiscalização no embarque em aviões e barcos que partem de Manaus e de algumas cidades do interior do Estado já começaram a ser realizadas e seguem até o dia 3 de outubro, de acordo com o superintendente da PF. "Estamos empregando 60% do nosso efetivo nessas ações, além de dispormos de scanners e cães farejadores treinados para encontrar dinheiro", disse Sérgio Fontes.
O passageiro que for flagrado com quantias expressivas de dinheiro na bagagem terá que explicar à PF a origem e o destino do montante transportado e ainda apresentar justificativa com os motivos que o levaram a transportar o dinheiro em espécie em vez de depositar no banco. "Para mantermos a segurança das ações, não podemos divulgar todos os pontos fiscalizados", ressaltou.
Para o superintendente, o histórico de compra de votos em diversos municípios do Estado, durante eleições anteriores, reforçou a necessidade de adotar maior rigidez na fiscalização do transporte de dinheiro em espécie durante o período eleitoral no Amazonas. A própria capital do Estado e as cidades de Tapauá, Barcelos e Manacapuru tiveram casos de compra de votos nas eleições municipais de 2008.
Conforme prevê a Lei 9.504/97, candidatos que doarem, oferecerem, prometerem, ou entregarem dinheiro ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, ao eleitor estão sujeitos a multa de R$ 1 mil a R$ 50 mil e cassação do registro de candidatura. O eleitor que vender seu voto também pode ser processado criminalmente.
- Especial para Terra




