Eleições 2010

Fale conosco
 
 

Notícias » Eleições » Eleições 2010 » Estaduais » Estaduais

 PF adota táticas de combate ao tráfico para evitar fraudes
12 de julho de 2010 19h34 atualizado às 19h57

Raphael Cortezão
Direto de Manaus

Passageiros que desembarcarem no Amazonas durante o período eleitoral com quantias expressivas de dinheiro em malas terão que passar por fiscalização semelhante à adotada no combate ao narcotráfico em aeroportos, portos e fronteiras brasileiras. A informação é do superintendente da Polícia Federal no Estado, delegado Sérgio Fontes, e o objetivo é coibir a compra de votos com dinheiro nas eleições deste ano.

As ações de fiscalização no embarque em aviões e barcos que partem de Manaus e de algumas cidades do interior do Estado já começaram a ser realizadas e seguem até o dia 3 de outubro, de acordo com o superintendente da PF. "Estamos empregando 60% do nosso efetivo nessas ações, além de dispormos de scanners e cães farejadores treinados para encontrar dinheiro", disse Sérgio Fontes.

O passageiro que for flagrado com quantias expressivas de dinheiro na bagagem terá que explicar à PF a origem e o destino do montante transportado e ainda apresentar justificativa com os motivos que o levaram a transportar o dinheiro em espécie em vez de depositar no banco. "Para mantermos a segurança das ações, não podemos divulgar todos os pontos fiscalizados", ressaltou.

Para o superintendente, o histórico de compra de votos em diversos municípios do Estado, durante eleições anteriores, reforçou a necessidade de adotar maior rigidez na fiscalização do transporte de dinheiro em espécie durante o período eleitoral no Amazonas. A própria capital do Estado e as cidades de Tapauá, Barcelos e Manacapuru tiveram casos de compra de votos nas eleições municipais de 2008.

Conforme prevê a Lei 9.504/97, candidatos que doarem, oferecerem, prometerem, ou entregarem dinheiro ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, ao eleitor estão sujeitos a multa de R$ 1 mil a R$ 50 mil e cassação do registro de candidatura. O eleitor que vender seu voto também pode ser processado criminalmente.

Especial para Terra