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 PR: Richa tenta explorar diferenças entre Osmar Dias e PT
08 de julho de 2010 20h55

Roger Pereira
Direto de Curitiba

Enquanto o candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias, vai afinando o discurso com o PT, já chamando seus colegas de chapa de "companheiros" e citando o presidente Lula como seu principal cabo eleitoral, o tucano Beto Richa tenta explorar as diferenças entre o senador pedetista e seus novos aliados. Em discurso, para produtores rurais no Noroeste do Estado, Richa abordou a questão da terra, área de maior divergência entre Dias (um grande produtor rural) e o PT (defensor do MST).

"Nosso governo será um aliado dos produtores rurais, na defesa da propriedade e do cumprimento das leis", disse o tucano, durante roteiro por 19 cidades do Noroeste do Estado. O ex-prefeito de Curitiba e enfrentando um adversário ligado ao campo, Beto teve, durante a pré-campanha, dificuldades em debater o agronegócio com Osmar e Orlando Pessuti (PMDB), então pré-candidato à reeleição.

No terceiro dia de campanha oficial, Richa já visitou uma das principais cooperativas agropecuárias do Paraná, a Coamo, dizendo que a agroindústria será prioridade em seu governo. "O agronegócio deve ser prioridade para o Governo do Paraná, uma vez que é a base de nossa economia", disse.

Em Cascavel, Oeste do Estado, Dias voltou a valorizar a grande aliança que conseguiu formar, lembrou o papel do presidente Lula para a consolidação desta união e descartou qualquer contradição em ter buscado esse palanque da base do governo federal. "Essa nossa aliança começou com o pedido do presidente Lula que me queria como candidato único da base aliada. O PDT desde 2006 integra os partidos que dão sustentabilidade ao governo. (...) O povo paranaense não poderia prescindir de poder avaliar o que quer para o Estado", afirmou.

O candidato ao governo do Paraná pelo PDT disse que estar aliado ao PT não o faz mudar suas posições, o que provou assinando a CPI do MST no auge das negociações com o partido. Para Dias, o PT e o presidente Lula sabem e respeitam suas convicções, lembrando que o governo federal tem pessoas com posições divergentes em seu primeiro escalão. "Não consta que o ex-ministro Reinold Stephanes, o melhor ministro da Agricultura que esse país já teve, tem um DNA esquerdista".

Especial para Terra