Osmar Dias faz campanha no interior do Paraná
Foto: Divulgação
- Roger Pereira
- Direto de Curitiba
O candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias, que iniciou oficialmente sua campanha pelo interior do Estado, visitando Ponta Grossa e Londrina disse, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira(6), que seu plano de governo e o do PSDB são bastante distintos, principalmente no que diz respeito às empresas públicas. Osmar disse que, em seu eventual governo, "ninguém pode nem pensar em vender empresa do Estado".
Acompanhado de seu vice, Rodrigo Rocha Loures (PMDB) e da candidata ao Senado Gleisi Hoffmann (PT), Osmar disse que esta questão poderá ser o grande debate da campanha eleitoral no Paraná. "Fui o primeiro a assinar um abaixo assinado contra a venda do Banestado (Banco do Estado do Paraná, privatizado em 1999). Um dia alguém vendeu o banco do Paraná de forma equivocada e deixou uma dívida até 2029. Um banco que financiava a agricultura e os pequenos produtores rurais. Quem paga o preço por um negócio mal feito é a população", disse. Seu adversário, Beto Richa era deputado estadual em 1999 e votou pela privatização do banco público.
Ligado ao campo e ex-secretário de agricultura, Osmar disse que também priorizará a agricultura familiar em seu eventual governo. Ele lembrou que esta é a principal vocação do Estado e reforçou a necessidade de fortalecer as cooperativas rurais. "Por eu ser produtor e técnico tenho obrigação de desenvolver o melhor programa de agricultura que este Estado já teve. Vou investir na agroindustrialização e garantir o escoamento da produção, com a implantação de mini-ceasas em regiões estratégicas", disse.
Osmar Dias disse que iniciou sua caminhada pela cidade de Ponta Grossa, que é a capital cívica do Paraná e defendeu uma campanha propositiva. "Quero que a campanha seja pautada pela civilidade e não por troca de acusações pessoais. Que possamos discutir propostas e projetos que cada um tem para o Paraná", disse o senador.
- Especial para Terra




