Segundo a lei eleitoral, a partir de hoje os candidatos podem organizar comícios, caravanas e outros atos nas ruas e começar a divulgar propagandas através da internet, um meio ao que, de acordo com os dados oficiais, 60 milhões de brasileiros têm acesso.
Tanto Dilma quanto Serra tem 39% das intenções de voto conforme as últimas pesquisas eleitorais, o que faz com que esta eleição já seja considerada pelos especialistas a mais apertada da história eleitoral do país.
Dilma, candidata do PT e com o apoio pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conta com o respaldo de quase todos os partidos que integram a atual coalizão de Governo.
Serra, porta-bandeira do PSDB, agrupou em torno de sua candidatura os partidos mais importantes da oposição, como o DEM e o PPS.
Dilma começou hoje sua campanha em Porto Alegre, onde foi homenageada na Assembleia Legislativa e reiterou sua promessa de manter e aprofundar as políticas sociais que marcaram o Governo Lula.
Também liderou uma marcha pelo centro da Capital gaúcha, na qual foi ovacionada por centenas de pessoas, que a aclamaram antecipadamente como "a primeira presidente do Brasil".
Ela tinha planejado almoçar no Mercado Público, mas mudou de ideia devido as cerca de 2 mil pessoas que se concentraram no local com a intenção de cumprimentá-la e tirar fotos e a Polícia disse que não poderia garantir sua segurança.
Antes disso, em mensagem divulgada através da rede social Twitter, pediu aos militantes que "tomem as ruas a partir de hoje" e que "defendam com seu voto" as "conquistas sociais" alcançadas com o Governo Lula, seu mentor político e quem propôs sua candidatura ao PT.
Serra, por sua vez, começou a campanha na cidade de Curitiba, onde apresentou sua primeira oferta concreta dirigida às mulheres, o que foi interpretado como um claro sinal ao eleitorado feminino, que a candidatura de Dilma tenta ganhar.
"Vamos acelerar o atendimento médico para todos", disse Serra, quem pôs ênfase em um plano especial para as mulheres grávidas, às que ofereceu exames gratuitos e atenção especial em toda a rede de saúde pública.
Serra, reconhecido por seu trabalho como ministro da Saúde no Governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), insistiu nesse setor e acusou o presidente Lula de ter deixado a saúde de lado em seus programas sociais, dirigidos mais à distribuição de renda.
Também aproveitou para instar Dilma a "discutir ideias" e a "não fugir" do debate, em alusão à recusa da candidata do PT a responder as perguntas feitas por alguns jornais.
"Será que a candidata Dilma se recusa a participar de debates?", questionou Serra perante as centenas de pessoas que se reuniram para escutá-lo em uma praça da Capital paranaense, à qual chegou após percorrer a pé as principais ruas da cidade.
Esta campanha será a mais cara da história eleitoral e, segundo dados entregues às autoridades, os três principais candidatos devem gastar US$ 225 milhões.
Serra terá o maior orçamento (US$ 100 milhões), seguido por Dilma (US$ 90 milhões) e por Silva, quem colocou um teto de US$ 50 milhões nas despesas.

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