- João Pequeno
- Direto do Rio de Janeiro
Após conseguir liminar do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspendendo decisão que o tornara inelegível, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho é aguardado na tarde desta quarta-feira (30) na convenção estadual do partido, que o lançará candidato ao governo sem impedimentos legais e ainda sonha em ter o senador Marcelo Crivella (PRB) em sua chapa.
À espera de Garotinho, políticos e candidatos do partido discursam, invariavelmente atacando o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o TRE-RJ, que o condenou - por uso indevido de meio de comunicação para propaganda eleitoral - a passar três anos inelegível, contados a partir de 2008, quando ele entrevistou, em uma rádio de Campos (Norte Fluminense) sua mulher, Rosinha, também ex-governadora e que viria a ser eleita prefeita da cidade naquele ano.
O PR lançará chapa proporcional completa, com 105 candidatos a deputado estadual e 69 a federal. Para o Senado, em princípio, o partido, que já tinha o pastor Manoel Ferreira, coligou-se ao PTdoB, que lançará o ex-cantor de pagode Waguinho. Mas esse quadro pode mudar "até as 23h59", segundo o secretário-geral do PR, Adroaldo Peixoto, ainda esperançoso de que o PRB entre na coligação, neste último dia permitido, com o senador Marcelo Crivella se candidatando à reeleição e apoiando Garotinho ao governo do Estado.
De acordo com Adroaldo, embora o PRB tenha decidido não se coligar em sua convenção, realizada domingo (27), ainda pode mudar de ideia em uma reunião que suas lideranças no Rio teriam hoje. "Se o Crivella entrar, o pastor e eu, que sou seu primeiro suplente, abrimos mão, em benefício à formação da chapa apoiando a candidatura do Garotinho", afirmou, uma vez que a coligação já possui os dois candidatos ao Senado permitidos pelo TSE.
O secretário-geral do PR no Rio se disse confiante em que a decisão final do TSE será de acatar o recurso especial de Anthony Garotinho, mantendo-o elegível, e atacou Cabral - que não teve relação com o processo de inelegibilidade do TRE-RJ. "Tiraram o Lindberg, tentaram tirar o Gabeira e tentaram tirar o Garotinho. Queriam lançar uma campanha de um candidato só, com alguns laranjas para disfarçar, mas não vão conseguir", disse.
- Especial para Terra




