Em convenção estadual do PP, Paulo Maluf discursa durante lançamento da candidatura de Celso Russomano
Foto: Ivan Pacheco/Terra
- Vagner Magalhães
- Direto de São Paulo
O deputado Paulo Maluf (PP-SP) afirmou nesta segunda-feira (21), durante a convenção do PP paulista, que é mentira que tenha condenação em última instância e que é elegível na eleição de outubro, quando pretende renovar o seu mandato. Maluf participou do lançamento da candidatura de Celso Russomano ao governo do Estado. A decisão sobre a sua possível candidatura passa pela análise do projeto Ficha Limpa, que impede candidatos que tenham condenação definitiva de se candidatarem a cargos eletivos.
De acordo com Maluf, a sua ficha é a mais limpa do Brasil. "Tenho uma ficha de trabalho, de realização, de 43 anos sem uma condenação. Sou elegível, sou candidato a deputado federal e não tenho nenhuma condenação que me impeça", afirmou. "Sou candidato sim e desejo que a população reconheça aqueles que trabalham para ela", disse.
Sobre o processo que envolve o caso Paulipetro, empresa paulista que perfurou 69 poços na bacia do rio Paraná, a um custo de US$ 300 milhões (em 1980), e não encontrou uma única jazida de petróleo ou gás, Maluf negou que haja condenação definitiva.
"Não tenho condenação também na Paulipetro. Aliás, foi a coisa mais divina que eu fiz na minha vida: dizer que tinha petróleo no Estado de São Paulo. Demorou 25 anos para a Petrobras descobrir, na bacia de Santos, o pré-sal, uma Arábia Saudita lá embaixo. Todos os candidatos do partido são gente de bem", disse.
Maluf informou que o seu partido define até o dia 30 como será a sua coligação no plano nacional. Apesar de ter feito críticas aos últimos governos do PSDB em São Paulo, ele diz que seguirá a decisão do partido.
"Não existe crítica a governo nenhum. Existe crítica a fatos. Eu construí 20 mil km de estradas neste Estado. Quem veio depois construiu pedágio. Eu fiz a melhor educação e a melhor saúde pública. Se eles não conseguiram resolver esses problemas", afirmou. "No plano nacional nós vamos ter a convenção agora no dia 30. Dia 30 o partido vai definir quem vai apoiar".
Russomano disse, por sua vez, que o partido caminha para a neutralidade. "Pretendemos caminhar assim no plano nacional". Quero fazer uma campanha propositiva aqui em São Paulo e mostrar como poderemos resolver os problemas que os outros não fizeram questão de enxergar."
- Redação Terra











