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 GO: Dilma aceita palanque duplo e promete terminar aeroporto
02 de junho de 2010 13h02 atualizado às 18h43

Dilma Rousseff foi recebida pelo governador Alcides Rodrigues. Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

Dilma Rousseff foi recebida pelo governador Alcides Rodrigues
Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

Em entrevista à rádio Terra FM de Goiás, a pré-candidata à presidência da República Dilma Rousseff (PT) comentou sobre o fato de ter dois palanques à sua disposição no Estado, na manhã desta quarta-feira (2). Ela está no Estado para cumprir a agenda que inclui uma reunião-almoço com empresários, visita à prefeitura de Goiânia e entrevistas para a imprensa local.

A ex-ministra disse que precisará de alianças fortes para continuar os programas do governo Lula em Goiás. "Hoje o País está crescendo e quem garantiu esse crescimento foi um conjunto de partidos. Cada Estado, cada realidade regional é diferente, aqui eu tenho apoio nas duas candidaturas. Os dois apoios serão considerados a base da minha candidatura", afirmou, referindo-se aos pré-candidatos goianos Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PR).

Ao falar da relação cotidiana com o presidente Lula, ela disse que aprendeu muito com ele. "Aprendi que é sempre melhor você dialogar em busca de uma convergência de ideias", afirmou. Em seguida, ela exemplificou os ensinamentos aprendidos. "Assim como em uma família, a gente tem que olhar para os mais frágeis". De acordo com ela, trabalhar ao lado de Lula é ter um cotidiano movimentado. "Com o presidente não se trabalha pouco", contou.

Dilma Rousseff defendeu novamente que a taxa de juros no Brasil seja reduzida. "Já reduzimos para 15 a 20%. A tendência é reduzir mais os juros", disse. Ainda conforme a petista, a política econômica do governo Lula se mostrou acertada nos últimos anos, a ponto de mudar o status histórico do Brasil na economia mundial. "Hoje, somos os credores", afirmou, lembrando a "quantidade grande" de reservas monetárias do Brasil. "Hoje, nós emprestamos ao mundo".

A ex-ministra da Casa Civil retornou a defender uma reforma tributária no País, que chamou de um dos atuais grandes desafios do Brasil. "Criamos as condições para que tenhamos uma reforma tributária", disse, reconhecendo que é preciso alterar a Constituição para isso.

Segundo ela, os alvos da reforma deveriam ser a redução do imposto sobre os investimentos, salários, energia elétrica, remédios e sobre as exportações. "É preciso reduzir a zero", defendeu sobre este último item.

Dilma foi sabatinada por jornalistas locais e, quando questionada sobre as obras do aeroporto de Goiânia, a petista se comprometeu a resolver o problema. "Essa questão já está no limite. Está parado no TCU (Tribunal de Contas da União), que espera dados de prestação de contas. Eu vou resolver essa questão porque já ficou comigo, era do PAC (Pacote de Aceleração do Crescimento), virou uma questão pessoal. Eu assumo o compromisso de resolver da melhor maneira", disse.

Como em outras entrevistas, a pré-candidata citou que pretende continuar os programas sociais iniciados pelo presidente Lula e que pretende desonerar os remédios, como foi feito com a cesta básica.

Redação Terra
  1. Dilma esteve em reunião com empresários em Goiás

    Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

  2. Dilma Rousseff defendeu redução na taxa de juros e reforma tributária

    Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

  3. Sabatinada por jornalistas locais, a petista se comprometeu a resolver o problema das obras do aeroporto de Goiânia

    Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

  4. Dilma Rousseff sentada com empresários em reunião

    Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

  5. Dilma conversou com empresários e deu entrevistas para a imprensa local

    Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

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