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 Marina promete plebiscito sobre legalização de drogas e aborto
18 de maio de 2010 12h09 atualizado às 14h24

Marina Silva durante entrevista ao programa 'Painel RBS'. Foto: Fábio Berriel/Ag,Freelancer/Especial para Terra

Marina Silva durante entrevista ao programa 'Painel RBS'
Foto: Fábio Berriel/Ag,Freelancer/Especial para Terra

A pré-candidata pelo PV à presidência da República, Marina Silva, prometeu convocar plebiscitos para decidir sobre pontos que polemizam a sociedade brasileira, como a descriminalização das drogas e do aborto. "Não sou favorável (à legalização da maconha) e existem pessoas sérias que defendem, como Fernando Gabeira e o ex-presidente Fernando Henrique", disse em entrevista ao Painel RBS, transmitido pela Rádio Gaúcha, nesta terça-feira (18). "Essa questão é muito complexa (...) e proponho um plebiscito para que a sociedade possa debater".

Ao falar sobre aborto como questão de saúde pública, a pré-candidata ressaltou que o tema é igualmente complicado e acredita ser necessário outro plebiscito para a sociedade se pronunciar. "Proponho um debate democrático sobre o tema. Quero que os brasileiros saibam minha posição pessoal, mas sei que temos um Estado laico", disse.

Segundo turno
Ainda na entrevista, a pré-candidata definiu o que acredita ser o critério de votação para o eleitor em um segundo turno. "A próxima eleição não é plebiscitária. No primeiro turno, você vota em quem você acredita, no segundo turno, você se defende do pior", disse Marina, que evitou falar sobre alianças e possíveis nomes para formar um eventual Ministério.

"Ministério você só discute depois da eleição. Quero governar com o melhor de todos os partidos. O problema é que o governo do presidente Lula foi ficando refém do pior do fisiologismo", afirmou.

Marina, que deve passar o dia em Porto Alegre em gravações para programas de TV locais, disse que não se baseia em pesquisas para se lançar em uma campanha eleitoral. "Quando entrei na política, no Acre, comecei com 3% e me tornei a vereadora mais votada da história. Estar com 7%, 8%, 10% é um bom começo para quem começou há apenas dois meses", disse.

A pré-candidata apareceu na terceira colocação na pesquisa CNT/Sensus, divulgada nessa segunda-feira (17), com 7,3%, seguida por José Maria Eymael (PSDC), com 1,1%. O índice segue na mesma faixa desde o início de sua pré-campanha à presidência. O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 14 de maio com 2 mil entrevistas em 136 municípios.

Segurança pública
Marina também teceu críticas ao sistema de segurança pública atual e garantiu estar em contato com especialistas, como Luiz Eduardo Soares e Marcom Rolim, para esboçar um novo plano. Segundo ela, é urgente uma reforma da segurança e acrescentou: "não adianta ficar fazendo puxadinho".

Redação Terra
  1. A pré-candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, participa de entrevista no Painel RBS

    Foto: Fábio Berriel/Ag,Freelancer/Especial para Terra

  2. Marina usou uma passagem de sua biografia para ressaltar as mudanças que pretende implementar na educação no Brasil

    Foto: Edu Andrade/Ag,Freelancer/Especial para Terra

  3. A pré-candidata à presidência se disse favorável a uma avaliação de professores por desempenho

    Foto: Edu Andrade/Ag,Freelancer/Especial para Terra

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