A NBR, canal do governo federal, que transmitiu ao vivo o lançamento ao mar do navio petroleiro João Cândido, na manhã desta sexta-feira (7) em Ipojuca (PE), foi marcada pelo cuidado em não dar visibilidade a pré-candidata. O canal abaixou o áudio a cada citação dos convidados a pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rouseff. Muitas vezes, a palavra "ministra" não chegava a ser pronunciada inteira. No lugar, a voz da apresentadora situava os telespectadores sobre o evento.
O canal retirou o áudio por um período de tempo do presidente da Transpetro, Sergio Machado, do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos (neste caso por duas vezes), e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, todos em citações do nome de Dilma.
Chamada como "mãe do PAC" - Programa de Aceleração do Crescimento que traz, em sua lista de projetos, a construção do navio -, Dilma conversou com os jornalistas antes de subir ao palanque, foi ovacionada com o coro "olê olê olê olá, Dilma, Dilma", mas não discursou aos presentes. Até o Presidente do Sindicado dos Metalúrgicos de Pernambuco, Alberto Augusto dos Santos, falou da ex-ministra e disse: "O Presidente (Lula) não pode falar, mas eu posso" e finalizou o discurso: "Bom Dilma a todos".
Ao contrário do que costuma fazer, o presidente Lula também evitou falar da pré-candidata e focou seu discurso no fim do mandato e na importância do navio.
O cuidado geral vem depois que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu multar duas vezes o presidente por propaganda eleitoral antecipada, em março. A propaganda teria ocorrido em janeiro deste ano na inauguração do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo e outra na inauguração de obras do PAC de Manguinhos e Complexo do Alemão, no Rio, em maio do ano passado. As duas multas somam R$ 15 mil.
(Com informações da Reuters)
- Redação Terra




