- Vagner Magalhães
- Direto de São Paulo
Contrariando a lei eleitoral, que proíbe o pedido de votos para os pré-candidatos à eleição de outubro, o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, pediu abertamente votos para a petista Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República.
O deputado começou a sua fala pedindo para que o público cantasse a música que ficou célebre nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República. "Vamos lá. Eu não posso, mas vocês podem. Olê, olê, olê, Dilma....". Com a pouca adesão do público ao seu pedido, ele fez um discurso aberto a favor da petista.
"Vamos te defender e mostrar as diferenças entre esse sujeito, governador de São Paulo e você. O compromisso que você tem com os pobres e esse sujeito que tem compromisso com os ricos. Ele entrou com dois processos contra a Força Sindical. Quero dizer para ele, que ele pode abrir quantos processos quiser, mas nós vamos derrotar ele aqui em São Paulo. Pode abrir processo quanto quiser. Eu já tenho mais de 30. Nós vamos mostrar para o povo brasileiro quem é ele. Por isso ministra, pode contar com o povo, pode contar com os trabalhadores. Tem até um negócio que o povo canta e eu não vou cantar se não dá mais um processo", afirmou Paulinho, que encerrou seu discurso anunciando: "a nossa futura presidente da República, Dilma Rousseff", que falou logo após o deputado.
O presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Antonio Neto, também entrou no clima de campanha. "O Brasil precisa de alguém que seja companheira do povo. Que seja aquela com melhores condições de dar ao trabalhador o que ele precisa. Dilma e Michel Temer", disse.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, também deixou clara a sua preferência. "Temos que nos curvar a mulher. A mulher que tem dupla jornada. Por isso, Dilma, curvo-me humildemente. Essa é a hora e a vez de uma mulher. Essa mulher que foi a principal coordenadora dos projetos do presidente Lula", afirmou Lupi.
- Terra




