O presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciou o futuro de Ciro nas eleições deste ano
Foto: Renato Araújo/Agência Brasil
- Claudia Andrade
- Direto de Brasília
O presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou nesta terça-feira (27) que o partido enfrentou uma "escolha de Sofia" (uma referência ao romance do americano William Styron, no qual Sofia tinha de escolher um dos filhos para morrer na câmara de gás) ao decidir por não ter candidatura própria à presidência da República. "O partido teve que fazer a escolha de Sofia: ia levar à degola vários candidatos ao governo e ao Senado e vários parlamentares ou ia continuar pelejando pela candidatura própria?", disse.
Após reunião da Executiva Nacional, em Brasília, ele anunciou o fim dos planos de Ciro Gomes de disputar o Palácio do Planalto. Apenas sete Estados foram favoráveis à candidatura de Ciro: Maranhão, Rio Grande do Sul, Roraima, Pará, Mato Grosso do Sul, Ceará e Minas Gerais. Na reunião decisiva, o apoio foi reduzido a apenas dois Estados: Maranhão e Pará. "É claro que, como presidente do partido, eu gostaria de anunciar uma candidatura com todo mundo do partido unificado, mas não foi isso o que a conjuntura me ofereceu", disse Campos.
O presidente do PSB negou que a desistência ao Planalto tenha como moeda de troca o apoio petista à legenda nos Estados. "Nós não tratamos de contrapartida absolutamente nenhuma. Em hora nenhuma condicionamos essa decisão a qualquer acordo eleitoral em torno de candidato a governador, a senador, em Estado nenhum".
Campos afastou qualquer possibilidade de intervenção do diretório nacional nos Estados. Mas admitiu, no entanto, que a decisão pode ajudar nas alianças. "Se você me pergunta se essa decisão pode vir a ajudar a composição no Estado, pode sim. É claro que é mais um facilitador que um complicador. Agora, vai ter aliança ou não se no Estado eles tiverem capacidade de se entender".
Sobre o apoio à candidata petista Dilma Rousseff, Campos classificou essa decisão de "caminho natural", e avisou que a posição oficial sairá de uma reunião no dia 17 de maio. Questionado sobre como seria o apoio de Ciro, que tem feito críticas à aliança entre PT e PMDB, lembrou que o deputado também tem afirmado que vai seguir o partido.
"Vocês têm ouvido e assistido às entrevistas que o Ciro tem dado. Em todos os momentos ele tem sido muito franco, a seu estilo. Ele tem um estilo próprio, diferente. Mas ele, na sua franqueza, na forma dura, às vezes, de falar as coisas, tem dito com muita clareza que vai seguir o partido", disse Campos.
- Redação Terra





