Rio de Janeiro (RJ)

Segunda, 17 de novembro de 2008, 01h27 Atualizada às 02h51

Paes: não há política de confronto contra violência

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O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), em entrevista na noite desse domingo no programa da Marília Gabriela, no GNT, afirmou não haver nenhuma política de confronto contra a criminalidade do Rio de Janeiro. "Não há nenhuma política de confronto. Só que a sociedade ficou muito tempo sem combater a criminalidade e agora as pessoas chamam as ações de política de confronto. Vamos apoiar o governo estadual", disse.

Paes e Gilberto Kassab, prefeito reeleito em São Paulo, foram sabatinados pela apresentadora e por telespectadores via e-mail em clima descontraído. Paes reafirmou os compromissos nas áreas de saúde, segurança, educação e transporte.

Quando questionado se algo mudou desde a vitória, Paes citou o falecido político Leonel Brizola, afirmando que o melhor momento da vitória fica entre o dia das eleições e da posse. "Creio que eu não tenha mudado. Mesmo porque trabalho há muito tempo na vida pública. Espero não tirar os meus pés do chão. Tenho trabalhado muito, fazendo várias reuniões", disse o peemedebista.

Paes afirmou já ter pago a promessa de subir os 365 degraus da igreja da Penha, feita em período de campanha. "Sou católico e cumpro o que prometo", disse. Quando questionado sobre a vontade de ser cantor, Kassab brincou com o amigo. "Ele não leva o menor jeito para cantor, ainda bem que seguiu a carreira política", disse logo após ouvir a "palhinha" do companheiro que cantou Canção da América, de Milton Nascimento. Kassab, porém, não quis se arriscar. "Minha música predileta é "panela velha" do Sérgio Reis, mas eu não vou cantar", esquivou-se.

O futuro prefeito do Rio foi questionado mais uma vez sobre as desavenças com o presidente Lula. "Isso ficou no passado, não retiro nada do que tenha dito. Mas era outra situação e hoje o presidente vem sendo o grande parceiro do Rio de Janeiro. Vamos trabalhar juntos para melhorar a qualidade de vida do Rio. Sou muito grato a ele", disse.

Paes negou haver uma política de confronto, adotada pelo atual governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e afirmou que será um companheiro do governo estadual no combate à criminalidade. "O Estado não pode ficar passivo vendo a soberania ser perdida. Com uma nova regra dentro das comunidades. Se houve combate a situação só tende a ficar pior. A Prefeitura será uma parceira do estado no combate à criminalidade", disse.

O prefeito eleito afirmou que Gabeira terá participações importantes em seu mandato, mas não em cargos diretos. Ele será um interlocutor importante, um deputado federal que ajuda o Rio", detalhou.


O Dia