Atualizada às 15h57
A prefeita eleita de Laranjal do Jarí, no Amapá, Euricélia Cardoso (PP), corre o risco de não ser diplomada pela 7ª Zona Eleitoral (ZE). A decisão não é definitiva, mas o segundo colocado na disputa, Barbudo Sarraf (PR), poderá assumir.
A ação foi interposta pela Coligação Laranjal que Merecemos que tem como candidato Sarraf. O processo teve como fundamento o abuso de poder e a captação de sufrágio por parte da candidata à reeleição. De acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), a prova foi a prisão em flagrante no dia 03 de outubro de Joelson Ribeiro da Costa, irmão de criação de Euricélia Cardoso (PP). Com ele, foram encontrados dez vales gasolina de cinco litros cada um que seriam distribuídos a motoqueiros que participariam da carreata da prefeita eleita.
Segundo o juiz da 7ª ZE, Valcir Marvulle, a entrega dos vales pode ter interferido no resultado do pleito cuja diferença entre a prefeita eleita para o segundo colocado foi de 412 votos, e deste para o terceiro, Meire Serrão (PMDB) foi de 127 votos num universo de 19.276 votantes.
"Uma carreata legítima é e deve ser sempre um ato espontâneo de adesão dos eleitores apoiadores de candidatos/coligações/partidos e não uma atividade interesseira e remunerada", afirmou Marvulle.
A decisão do juiz se estende também ao vice de Euricélia, Antonio Soares de Oliveira. Além da cassação do registro, a prefeita eleita terá que pagar uma multa no valor de 10 mil Ufirs por compra de votos e será inelegível por três anos, após as eleições.
O Ministério Público Eleitoral julgou improcedente a ação. Baseado nesse argumento é que Euricélia Cardoso irá recorrer ao TRE-AP e, se mantida a decisão, ao Tribunal Superior Eleitoral. Se até o dia da diplomação, prevista para o dia 18 de dezembro, não houver decisão contrária, quem será diplomado será o candidato Barbudo Sarraf.
Redação Terra