Paraná

Segunda, 3 de novembro de 2008, 21h16 Atualizada às 21h58

Comissão de Londrina vai ao TSE pedir agilidade em julgamento

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Roger Pereira
Direto de Curitiba

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Brito, receberá nesta terça-feira, antes do início da sessão plenária, uma comissão de políticos da cidade de Londrina (PR). Os políticos pedirão agilidade do tribunal no julgamento de Antonio Belinati (PP), candidato a prefeito mais votado no município paranaense, mas que teve o registro de candidatura cassado pelo TSE.

A comissão foi formada após uma reunião com representantes de 18 partidos na Câmara Municipal de Londrina. Deputados federais com domicílio eleitoral na cidade, vereadores atuais e eleitos e lideranças partidárias pedirão agilidade também ao Supremo Tribunal Federal (STF), instância à qual Belinati pretende recorrer em caso de insucesso no TSE.

A intenção é que Londrina tenha sua situação eleitoral definida antes da data da posse do novo prefeito, em 1º de janeiro.

Outra proposta do encontro foi a elaboração de um documento, a ser assinado pelos representantes dos partidos, de lideranças e da sociedade civil organizada, tratando da preocupação causada pela instabilidade política. O manifesto também deverá ser apresentado no TSE e no STF.

Organizador do movimento ao lado do vereador Tercílio Turini (PPS), o deputado federal Alex Canziani (PTB) explicou que a preocupação dos políticos de Londrina é com a possibilidade de o próximo mandato começar sem prefeito definido para a cidade paranaense.

"Já estamos em novembro. Se a decisão não for revista, há a possibilidade de nova eleição - e isso leva um tempo. É preciso agilidade da justiça para que o presidente da Câmara de Vereadores não tenha que assumir a prefeitura em 1º de janeiro. Imagine o presidente da Câmara, como prefeito interino, ter que montar toda a equipe de governo?", comentou.

Canziani informou que, na reunião, não foram discutidos o mérito da decisão do TSE e nem as alternativas eleitorais caso a cassação de Belinati seja confirmada - são elas a posse de Luiz Carlos Hauly (PSDB), segundo colocado na eleição, novo segundo turno entre Hauly e Barbosa Neto (PDT), ou nova eleição em primeiro turno, para que não houvesse divergências entre os representantes das demais coligações.

"É um movimento suprapartidário em que todos concordam que, não importa qual for a decisão, ela tem de ser tomada rapidamente", disse. Pessoalmente, Canziani defende novo segundo turno entre Hauly e Barbosa. "Mas é um 'chute' meu", declarou.

O PT, que teve o deputado federal André Vargas candidato à prefeitura de Londrina, não participou da reunião por acreditar que os partidos "tiveram a oportunidade de discutir a candidatura de Belinati durante as eleições, mas preferiram concentrar esforços em atacar a administração petista, de Nedson Micheleti". Em nota, o partido disse confiar na decisão da Justiça.

Ontem, na Assembléia Legislativa do Paraná, o presidente estadual do PP, Ricardo Barros, disse acreditar que o recurso de Belinati será analisado entre hoje e amanhã pelo presidente Ayres Brito, do TSE.


Redação Terra