São Paulo (SP)

Quinta, 30 de outubro de 2008, 12h10 Atualizada às 15h18

Em debate, Kassab critica e Paes destaca apoio do governo Lula

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Os prefeitos eleitos de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), mostraram diferentes opiniões sobre a importância do repasse de verbas do governo federal para as respectivas capitais, durante debate promovido nesta manhã na rádio Band News. Enquanto Kassab afirmou que o repasse "é importante, mas não é o carro-chefe das nossas ações", Paes defendeu a parceria com presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar o Rio de Janeiro a amenizar os efeitos da crise internacional.

Questionado sobre a perspectiva de receber, no próximo ano, um repasse menor de verbas por parte do governo federal, Kassab afirmou que essa verba corresponde a uma fatia muito pequena do orçamento da cidade. "Temos o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) apenas na área da habitação e dos mananciais. Mas de toda obra, o governo federal investirá só 20% e esse dinheiro ainda não veio. Sou muito grato ao presidente Lula, mas são muitos recursos que ainda não vieram", disse.

Kassab afirmou que a queda de receitas ocasionada em decorrência da crise internacional ainda não atingiu de São Paulo. Segundo o prefeito, a prefeitura trabalha para que não ocorra diminuição na geração de emprego e renda. "Estamos atentos e infelizmente teremos que conviver com essa síndrome durante alguns meses", disse.

Diferente de Kassab, Paes defendeu os investimentos do PAC no Rio de Janeiro. Para o prefeito eleito, os repasses para as obras que são realizadas nas comunidades carentes do Rio são importantes.

Paes afirmou que o presidente Lula irá ajudar a realizar a integração portuária do Rio de Janeiro. Para o prefeito, o porto trará aumento na geração de empregos e renda, o que ajudará a capital a enfrentar a crise. "Ontem estive com Lula para agradecer o apoio e tratamos a possibilidade de ter a integração portuária no Rio de Janeiro. Nós temos uma zona portuária fantástica que, por incapacidade de integração entre perefeitura, governos federal e estadual faz com que não tenhamos essa integração no nosso porto", disse.


Redação Terra