Rio de Janeiro

Quarta, 29 de outubro de 2008, 18h10 Atualizada às 18h24

TRE-RJ pode solicitar auxílio do Exército em outras eleições

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A presença das Forças Armadas no primeiro turno das eleições de 2008, a chamada Operação Guanabara, pode se estender para outros pleitos. A avaliação foi feita pelo presidente em exercício do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Alberto Motta Moraes, ao participar da cerimônia de encerramento da operação.

Na opinião do desembargador, a atuação das Forças Armadas foi uma sinalização de que, nas eleições, é necessária uma intervenção mais forte do Estado para garantir o próprio exercício da cidadania.

"Nós sabemos que a situação do Rio de Janeiro, em termos de segurança pública, é preocupante, de forma que não é possível ficar só na dependência das polícias, pois o efetivo delas não é suficiente para garantir um pleito dessa envergadura", disse. Ele também afirmou que hoje terminou uma etapa, mas não o procedimento.

Segundo o presidente em exercício, o TRE-RJ começa em janeiro a preparar o pleito de 2010. Embora considere que as eleições para vereador sejam as mais conturbadas, Moraes avalia que a disputa para deputados estaduais e federais também represente um componente de preocupação.

"Esses candidatos contam com apoios dos vereadores, de forma que é necessária uma grande atenção também. As reais necessidades de segurança terão de ser avaliadas mais à frente, mas já há conversas com as Forças Armadas para uma eventual participação", concluiu.

Em discurso à tropa, o desembargador agradeceu ao comandante do Comando Militar do Leste, general Luiz Cesário da Silveira Filho, e ressaltou a importância da ação e da postura cidadã das Forças Armadas para levar tranqüilidade aos eleitores das 27 comunidades abrangidas pela operação.

Sobre denúncias de "uso da máquina pública" para influenciar o resultado das eleições do dia 26 de outubro, o desembargador disse considerá-las manifestações típicas que se seguem a uma derrota.

"Ao longo de todo o processo, a Justiça Eleitoral agiu no sentido de preservar os direitos iguais entre os candidatos. Se há uso da máquina, as denúncias devem ser apresentadas. Alegar esse uso sem uma comprovação sólida parece uma coisa um tanto vaga", afirmou.

O presidente declarou, porém, que todas as eventuais denúncias serão apuradas pelo Ministério Público e pelos juízes eleitorais.


Redação Terra