Belo Horizonte (MG)

Terça, 28 de outubro de 2008, 14h21

Presidente TRE-MG defende campanhas mais livres na Internet

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A campanha eleitoral na Internet menos restrita nas próximas eleições, mantendo-se o cuidado para que não haja abuso do poder econômico. Essa idéia é defendida pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Almeida Melo. De acordo com o desembargador, a tendência é que seja adotado o voto em trânsito e que, no futuro, os eleitores possam votar diretamente de suas casas.

Para Melo, o uso da Internet neste ano valeu como experiência e gerou a discussão sobre a necessidade de ampliação da utilização da rede mundial de computadores nas campanhas eleitorais. Ele acredita que a novidade em termos de comunicação nas campanhas deverá ser a TV digital em 2010, pois com ela os candidatos vão poder interagir com os eleitores.

O presidente do TRE-MG também elogiou o processo de votação em segundo turno, que ele considerou valioso por permitir que os candidatos possam chegar mais próximos do povo, apresentando propostas, "o que é o mais bonito do processo eleitoral".

Melo citou a conversa que teve no final de semana com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Brito, na qual ressaltou a importância dos funcionários e juízes do TRE mineiro na condução do processo eleitoral "que tem por característica a transparência, graças à ação profilática da Justiça Eleitoral no combate aos eventuais abusos".

Melo acrescentou que a atuação conjunta com as polícias militar, civil e federal e o Ministério Público, foi decisiva para a prevenção a ilícitos eleitorais no pleito de 2008. Outro ponto destacado pelo desembargador para o presidente do TSE foi a atuação da Procuradoria Regional Eleitoral em emitir com celeridade pareceres nos processos que foram a julgamento pela Corte Eleitoral, "especialmente os que foram à análise nas semanas que antecederam o pleito municipal do segundo turno, quando o procurador regional eleitoral abriu mão de dar pareceres escritos, fazendo suas manifestações verbalmente durante as sessões".

A respeito dos juízes eleitorais, o desembargador chamou a atenção para o fato de que os magistrados de primeira instância, por atuarem na "linha de frente" das eleições, têm praticado um trabalho reconhecidamente importante para a Justiça Eleitoral e contribuído para a renovação dessa justiça especializada. Sobre os magistrados integrantes da Comissão de Fiscalização da Propaganda Eleitoral de Belo Horizonte, o presidente disse que a comissão também desempenhou um papel relevante na apreciação dos casos de propaganda eleitoral na capital.


Redação Terra