Salvador (BA)

Segunda, 27 de outubro de 2008, 22h21 Atualizada às 22h27

Nada impede que Carneiro indique nomes do DEM, diz ACM Neto

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Em entrevista à rádio Bahia FM , o deputado federal ACM Neto disse que o Democratas (DEM) não vai indicar nomes para secretarias do governo João Henrique Carneiro, mas que nada impede o prefeito reeleito de escolher pessoas ligadas à legenda.

"É importante frisar que a aliança foi feita pensando na cidade. Demandei do prefeito a inclusão de quatro propostas. Como elas foram acolhidas, o PMDB obteve nosso apoio", afirmou o deputado.

As propostas foram a criação da secretaria de prevenção da violência, as escolas em tempo integral na rede municipal, a prioridade para mulheres, crianças e idosos no sistema de saúde e a criação da Agenda Família, em complemento ao Bolsa-Famíla.

Ao comentar a reeleição de João Henrique, ACM Neto afirmou que a má avaliação do governo de Jaques Wagner (PT) não foi determinante no pleito, que, segundo ele, foi pautado por temas municipais. Mas disse que o candidato Walter Pinheiro (PT) errou em sua campanha por achar que poderia se eleger com o apoio do governador e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Salvador não aceitou a hegemonia do PT", disse o deputado. Sobre Wagner, aliás, ACM Neto afirmou que o governador precisa trabalhar mais. "A avaliação do governo não é tão boa, de 29% entre bom e ótimo. Se discutissem mais os temas da cidade, talvez a campanha tivesse mais êxito", declarou.

Sobre o tom da campanha no primeiro turno, o deputado disse que não se arrepende de não ter adotado uma postura mais agressiva. "Se fosse decidir de novo como seria a campanha, faria igual. Fui o único candidato que não atacou ninguém e apresentou propostas", disse.

Ele destacou também que, se tivesse sido mais agressivo, poderia ter chegado ao segundo turno, mas não seria respeitado pela cidade.

A respeito de 2010, ACM Neto declarou que a política é a arte da agonia e que é complicado fazer prognósticos para daqui a dois anos.

"Vivemos um momento complicado na economia, os efeitos tendem a ficar mais sérios ainda. Vai ser preciso que todos os partidos apresentem alternativas", comentou.

O deputado disse ainda que, depois do falecimento do senador Antonio Carlos Magalhães, os partidos começaram a conversar entre si. "Não houve conversas ou acordos para 2010, mas o Democratas e o PMDB passam a ter uma relação mais harmônica", declarou.


Redação Terra