Roger Pereira
Direto de Curitiba
Governabilidade não deverá ser o problema de Beto Richa (PSDB) para seu segundo mandato na Prefeitura Municipal de Curitiba. Dos 38 vereadores eleitos, 13 são do seu partido, e os outros 15 de legendas que o apoiaram na campanha à reeleição. O prefeito reeleito terá dificuldade é para acomodar os dez partidos integrantes da aliança que o ajudou a se reeleger no primeiro turno com 77,2% dos votos válidos.
PDT, PPS, PSB, DEM, PSL, PTN, PP, PR, PRP e PSDC estão de olho na composição do secretariado de Beto Richa, que ainda não anunciou nenhuma mudança em sua equipe atual.
Outro problema que o prefeito reeleito terá de controlar é a ansiedade quanto às eleições de 2010. A aliança que o levou à reeleição foi formada com o intuito de ser mantida para a eleição estadual em 2010, e o nome do senador Osmar Dias (PDT) já era apontado como o candidato ao governo do Estado pelo grupo.
No entanto, o desempenho de Beto Richa nas urnas, onde alcançou 770 mil votos, equivalente a 10% do eleitorado paranaense, motivou tucanos (como o deputado federal Gustavo Fruet) a lançar seu nomeao governo do Estado, o que causou descontentamento entre os membros da aliança.
Sempre que questionado sobre o assunto, o prefeito evita comentários. "Ainda é muito cedo para se falar em 2010. Eu faço política com muita tranqüilidade e sem obsessão por cargos". Enquanto isso, Osmar Dias garante que já trabalha pensando na candidatura.
O possível desentendimento na aliança já levou o PT a especular uma possível composição com o PDT, seu aliado nacional. A hipótese foi levantada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e pode aquecer as negociações no Estado.
"O fato de o ministro ter falado da possibilidade muito me honra. Porque é um ministro de um partido importante como o PT. Mas eu ainda tenho um grupo e ainda não sentei com esse grupo para saber se o acordo que tínhamos foi desfeito ou não", comentou Osmar Dias.
Especial para Terra