Cuiabá

Segunda, 27 de outubro de 2008, 18h51 Atualizada às 20h27

Santos terá quase R$ 1 bi para administrar Cuiabá em 2009

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O prefeito reeleito em Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), que obteve 60,47% dos votos válidos no segundo turno, contra 39,53% de Mauro Mendes, vai administrar um orçamento de R$ 998 milhões em 2009. A maior parte dos recursos, R$522 milhões, é oriunda das chamadas transferências constitucionais e também incluem investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

As prioridades para 2009 na capital são investimentos em saúde e infra-estrutura, com obras já programadas em hospitais e clínicas, além de asfaltamento de vias, saneamento e ampliação da rede de abastecimento de água. Segundo o secretário de Planejamento de Cuiabá, Guilherme Müller, a aplicação dos recursos é definida junto com a população, por meio de audiências públicas do chamado Orçamento Participativo.

De acordo com o secretário, a crise financeira internacional ainda não deu sinais de que terá reflexos no município, mas a diminuição na arrecadação de Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS) pode reduzir as receitas da capital mato-grossense.

"Vai depender do que acontecer no Brasil. Por enquanto, não há clareza sobre o que vai acontecer. Em 20 anos, Mato Grosso já passou por várias crises. E tem capacidade para passar por essa, se for preciso, sem maiores dificuldades", analisou Müller, em entrevista à Agência Brasil.

Na avaliação do secretário, a economia do Estado, fortemente baseada no agronegócio, está menos vulnerável que a de Estados mais industrializados. "A demanda por commoditties não diminui tanto com a exportação de bens industrializados", argumentou.

Em relação às parcerias do município, Müller classificou como "excelente" a relação com o governo federal e evitou maiores comentários sobre os acordos com o governo do Estado, conduzido por Blairo Maggi, adversário político dos tucanos em Cuiabá. "No geral, temos alguns convênios. É claro que no período eleitoral as coisas ficaram mais tensas", comentou.


Agência Brasil