Florianópolis (SC)

Segunda, 27 de outubro de 2008, 18h03 Atualizada às 21h08

Após derrota, Amin diz não querer mais disputar cargos executivos

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Iuri Grechi
Direto de Florianópolis

O ex-governador catarinense e candidato derrotado à prefeitura de Florianópolis, Esperidião Amim (PP), reiterou a disposição de não mais disputar cargos executivos. Ele informou, por meio de sua assessoria, que, com 60 anos já completados, imagina que no futuro será mais difícil executar o seu estilo de governar. "É um estilo muito atuante, muito presente em todos os atos de governo, muito combativo", esclareceu Amim.

No entanto, o ex-governador deixou claro que esta decisão pessoal "sempre se submete às necessidades do partido", do qual ele se declara "um soldado".

Amim foi presidente do PP por oito anos, até 1999. Ele comandou a prefeitura de Florianópolis em dois mandatos: entre 1975 e 1978 e, após a redemocratização brasileira, entre 1988 e 1990. Esperidião Amim também foi governador de Santa Catarina por duas vezes. Sua mulher, Ângela Amim, hoje deputada federal pelo PP, igualmente foi prefeita de Florianópolis em dois mandatos consecutivos.

Ângela, ao comentar a derrota do marido, disse ter sido omissa em relação "a tudo o que está acontecendo em Florianópolis" durante a gestão do adversário político Dário Berger. "Até agora eu fiquei quieta, mas agora vou usar meu espaço na tribuna (na Câmara dos Deputados) para denunciar o que está acontecendo", afirmou ela.

A deputada afirmou que o PP pretende fazer uma oposição mais acirrada em Santa Catarina, tanto ao prefeito eleito quanto ao governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). "Essas histórias todas de crimes ambientais (investigados pela Operação Moeda Verde, da Polícia Federal), nós esperamos o Ministério Público denunciar, mas agora nós mesmos vamos falar".

A deputada também lembrou que a família Amim terá na Câmara de Vereadores de Florianópolis o filho do casal, João Amim, recém-eleito para o cargo, para liderar a oposição.

Ângela Amim é a candidata natural da família para o governo catarinense em 2010. A deputada federal diz que ainda não está nada decidido, "porque esperávamos ter o Esperidião na prefeitura a partir de janeiro". Ela destacou também que o encaminhamento partidário deve conduzir seu marido para a disputa de uma vaga no Senado Federal nas próximas eleições.


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