Atualizada às 18h30
O candidato à prefeitura de Cuiabá Mauro Mendes (PR) atribuiu parte da culpa pela derrota nas urnas para Wilson Santos (PSDB) ao que chamou de "instituto da reeleição". Na opinião de Mendes, a regra eleitoral que permite a recondução ao cargo deixa os opositores em posição desfavorável.
"O instituto da reeleição cria condições extremamente desiguais para quem está no poder e para quem não está. Até o ministro Ayres Britto (presidente do Tribunal Superior Eleitoral) tem dito isso", afirmou Mendes durante entrevista coletiva. Com o resultado do segundo turno, 95% dos prefeitos de capitais que disputaram as eleições foram reeleitos.
Mauro Mendes reconheceu que a falta de experiência política também pode ter contribuído para a diferença nas urnas. "Para ter o voto, primeiro você precisa ser conhecido pelas pessoas. Não dá para desconsiderar esse fator", afirmou.
O tucano, no entanto, ressaltou que iniciou a campanha com menos de 1% das intenções de voto e conquistou neste segundo turno 39,53% dos votos, contra 60,47% de Santos.
Afilhado político do governador do Estado, Blairo Maggi (PR), Mendes disse que, por enquanto, não tem pretensões para 2010 e adiantou que não tem "perfil nem interesse" em cargos no Legislativo. "Sempre tive perfil mais voltado para o Executivo, para a área do fazer, mais do que simplesmente legislar ou fiscalizar, como geralmente cabe ao Legislativo", comentou.
Mendes disse que tentou telefonar para o prefeito reeleito, mas não conseguiu. Ele adiantou que vai parabenizar o tucano pela vitória e desejar que a gestão dos próximos quatro anos "seja profícua, já que foi a escolha da população".
Questionado sobre possíveis recursos judiciais sobre o resultado das eleições em Cuiabá, devido às denúncias de compra de votos, Mendes afirmou que "encerrou" sua participação no pleito e que caberá à assessoria jurídica do seu partido acompanhar possíveis repercussões.
O empresário reassume ainda nesta segunda-feira a presidência da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), cargo que deixou temporariamente para concorrer à prefeitura.
Agência Brasil