Belo Horizonte (MG)

Segunda, 27 de outubro de 2008, 15h00 Atualizada às 17h03

Lacerda: crise mundial não terá efeitos "dramáticos" em BH

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O prefeito eleito em Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), minimizou os possíveis efeitos que a crise econômica mundial pode gerar no desenvolvimento da capital mineira. Segundo ele, é possível que haja impactos, mas eles não serão "dramáticos".

"Não há nenhuma preocupação em relação a alguma catástrofe. O que deve haver certamente é uma diminuição do ritmo de crescimento da economia brasileira e, conseqüentemente, da economia mineira. Mas a economia mineira vem crescendo acima da média nacional. Particularmente, com efeito positivo maior na região metropolitana. Então vamos ter algum impacto, mas não será nada dramático", afirmou Lacerda, que também é empresário do ramo de telecomunicações e já foi secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado.

Segundo o prefeito eleito, se houver necessidade de algum corte orçamentário em virtude da perda de arrecadação, os investimentos sociais serão os últimos a sofrerem alguma perda.

"Quando um orçamento não pode ser cumprido por causa da receita, tem que haver cortes e o primeiro é em obras. O orçamento participativo (por meio do qual a população decide as prioridades de investimento em cada região) não pode ser cortado nos primeiros passos", afirmou.

Lacerda considera um de seus principais desafios melhorar a mobilidade urbana da capital mineira. Para isso, o prefeito eleito pretende viabilizar mais corredores exclusivos para ônibus e priorizar a conclusão das linhas 2 e 3 do metrô. Ele já apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva proposta para que as obras sejam realizadas por meio de parceria público-privada. "Publicar o edital no primeiro semestre (do ano que vem) é a nossa meta", disse.

O orçamento da prefeitura de Belo Horizonte para 2009 é de R$ 6,1 bilhões. Desse total, R$ 1,5 bilhão é destinado a obras de infra-estrutura urbana e outras como construção de hospitais e escolas. A previsão da prefeitura é de que até o fim do ano seja concluída a milésima obra realizada com recursos do orçamento participativo.


Agência Brasil