Atualizada às 14h47
Leandro Calixto
Direto de São Paulo
O coordenador de campanha de Marta Suplicy (PT), deputado federal Carlos Zaratini, disse que o PT de São Paulo não irá pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para recolocá-la em um ministério. "Cabe ao presidente Lula a fazer uma avaliação. Não vamos fazer em nenhum momento uma pressão. O presidente Lula já tem muitos problemas e não queremos ser mais um", afirmou.
Há alguns dias, iniciou uma movimentação dentro do próprio do partido para que ela voltasse a ocupar um cargo do primeiro escalão de Lula. Marta deixou o Ministério do Turismo para se candidatar à prefeitura de São Paulo, mas perdeu a disputa para Gilberto Kassab (DEM) que foi eleito com 60,72% dos votos.
Sobre a possibilidade de Marta ser candidata do PT para o governo do Estado nas eleições de 2010, o deputado declarou: "a prefeita Marta é um excelente nome, mas temos outros nomes fortes no Estado como, por exemplo, o senador Aloizio Mercadante e outros prefeitos da Grande São Paulo que foram reeleitos. Mas ainda é cedo para antecipar essa discussão", completou.
Zaratini mais uma vez justificou a derrota de Marta pelo fato do País atravessar um bom momento, principalmente no aspecto econômico. "Foi uma conjuntura favorável pata quem buscou a reeleição. 65% dos que tentaram conseguiram. Isso mostra que as pessoas estão satisfeitas com o País", analisou.
Para ele, o PT não soube responder nos momentos em que foi atacado. "Talvez esse fosse o nosso maior erro. Criou-se uma campanha para desqualificar Marta", concluiu.
Pela manhã, a candidata derrotada esteve no comitê de campanha e à tarde iria cumprir agenda pessoal.
Especial para Terra