Eleições 2008

Segunda, 27 de outubro de 2008, 13h18 Atualizada às 13h41

Fogaça quer manter alianças e estende a mão ao PT

  • Notícias

José Fogaça, reeleito em Porto Alegre, concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira
José Fogaça, reeleito em Porto Alegre, concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira
Alfonso Abraham/Divulgação

Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre

Em entrevista coletiva concedida na sede diretório municipal do PMDB, em Porto Alegre (RS), o prefeito reeleito José Fogaça (PMDB) falou sobre os planos políticos para 2010. Além de tentar manter as alinças conquistasdas neste pleito, o prefeito não descarta uma aproximação com o PT.

Fogaça quer continuar a aliança vencedora na capital gaúcha entre PMDB, PDT e PTB para as eleições de 2010. "Só consigo imaginar o PMDB liderando lado a lado para formar um projeto. Eu não vejo o PMDB a reboque para eleições 2010. Em Porto Alegre, demos um sinal, apontamos um caminho, que seja um caminho para o Rio Grande e para o Brasil".

Sobre ter o PT como aliado nas próximas eleições, disse: "eu gostaria, mas não posso dizer que vai acontecer, porque nada está pressuposto, nada é automático. Não tem nenhuma negociação compromissada. Tudo está em aberto".

"Isso não significa que não posso fazer uma aliança com o DEM, com o Partido Progressita, até com o PT, depende até do projeto. O raciocínio (para o País ou para o Rio Grande do Sul) é o mesmo, só que em outra instância.

O peemedebista, em tom conciliador, tenta uma aproximação com a candidata derrotada Maria do Rosário e seu partido. "Quero estender minha mão ao PT, à Maria do Rosário, para que nos próximos dias, para os próximos passos, possamos trabalhar juntos por Porto Alegre para buscar recursos no governo federal e apoio junto aos ministros. Estendo a mão em nome do futuro da cidade, do futuro do Rio Grande e do futuro do Brasil."

Segundo Fogaça, "partido significa parte, mas partido não é sempre necessariamente conflito. Terminado o processo eleitoral o partido é cooperação". Fogaça ressaltou o respeito por Maria do Rosário e lembrou os debates acirrados. Segundo ele, os conflitos fazem parte, mas a democracia não encontra outro meio para esta questão de dois candidatos para uma vaga. De acordo com ele, quem precisou escolher quem seria o melhor para Porto Alegre foram os "donos da cidade", referindo-se aos eleitores.

Fogaça disse que o seu candidato ao governo do Estado em 2010 é Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul. Ele deixa claro que não pretende criar conflitos internos. "Não voltei ao partido para passar na frente de ninguém. Vim apoiar o Germano Rigotto e tentar que ele se articule com o PDT e o PTB. Essa é uma aliança política que busca as vertentes mais fortes e duradouras do Rio Grande do Sul", disse. O prefeito reeleito também descartou voltar para o Senado.


Redação Terra