Cuiabá

Domingo, 26 de outubro de 2008, 23h06 Atualizada às 23h15

Cuiabá repete grande número de abstenções no 2° turno

Pichação de muro no Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-MT) incentiva a anulação do voto
Pichação de muro no Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-MT) incentiva a anulação do voto
Juliana Michaela/Especial para Terra

Juliana Michaela
Direto de Cuiabá

Neste domingo, Cuiabá repetiu a abstenção histórica nas eleições municipais da cidade, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Dos 368,188 mil eleitores de Cuiabá, no Mato Grosso, 298,478 mil compareceram. Isso equivale a 18,93% de abstenções. Além disso, 2,02% dos eleitores anularam o voto e 1% votou em branco. No primeiro turno, foram 15,58% de abstenções, 3,64% de votos nulos e 1,48% de votos em branco.

"Historicamente, a cidade está mantendo o mesmo nível de abstenções", comentou Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, diretor geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Nas eleições municipais de 2004, no primeiro turno, foram 16,82% de abstenções, 3,25% de nulos e 1,08% de brancos. No segundo turno da mesma eleição o número de abstenções chegou a 20,16%. Brancos e nulos totalizaram 2,83%.

A diferença entre as abstenções do primeiro e segundo turno também foi analisada por Mauro Sérgio, que afirmou que era esperado que se mantivesse os 15% de eleitores que não compareceram às urnas. "Principalmente por que na última semana houve um acirramento muito grande entre as candidaturas", lembrou.

Esse acirramento foi registrado no sábado, véspera da eleição, quando ocorreu uma briga entre diversos militantes dos dois partidos num bar conhecido na cidade, no bairro Goiabeira.

Para o diretor, o aumento das abstenções no segundo turno pode ser explicado pelo fato de que no primeiro turno há eleição de vereadores. Isso estimularia o eleitor a comparecer às urnas já que por ser uma cidade relativamente pequena, onde as pessoas se conhecem mais e, consequentemente, conhecem algum candidato a vereador.

Ainda com relação aos números registrados neste domingo, o diretor do Tribunal Regional lembrou que o Dia do Servidor Público, na terça-feira 28, junto com o ponto facultativo concedido pelo governo do Estado na segunda-feira 27, pode ter estimulado uma boa parte de eleitores, funcionários públicos, a viajarem no final de semana. Outro motivo colocado por ele é que as pessoas estariam desacreditadas da política.


Especial para Terra